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Na Islândia, lei proíbe desigualdade salarial entre homens e mulheres

Islândia exige comprovação de igualdade salarial; empresas com vinte e cinco ou mais funcionárias podem ser multadas por não comprovarem remuneração igual

Entenda como a Islândia se tornou referência mundial em igualdade de gênero e quais medidas ajudaram o país a diminuir diferenças
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  • Em dois mil e dezoito, a Islândia tornou obrigatória a comprovação de igualdade salarial entre homens e mulheres em empresas públicas e privadas com vinte e cinco ou mais funcionários, sob risco de multa.
  • A responsabilidade pela prova não recai sobre a mulher; é a empresa que precisa demonstrar que paga salários justos para funções equivalentes.
  • Em vinte e quatro de outubro de mil novecentos e setenta e cinco, cerca de noventa por cento das mulheres islandesas paralisaram suas atividades, um marco do movimento feminista no país.
  • A crise financeira de dois mil e oito abriu espaço para ampliar a participação feminina em cargos de liderança, tanto na política quanto no setor privado.
  • A licença parental equilibrada, com o modelo “usar ou perder” para mães e pais, incentiva a participação masculina nos cuidados com os filhos desde os primeiros meses.

Em islandia, a lei torna obrigatória a comprovação de igualdade salarial entre homens e mulheres. País com pequena população conquista posição de referência internacional em igualdade de gênero, com leis e políticas que promovem participação feminina no trabalho, na política e na família.

A legislação de 2018 exige que empresas com 25 ou mais funcionários apresentem certificado de igualdade salarial. Se não comprovarem critérios justos de remuneração, são passíveis de multa. A responsabilidade é da empresa, não da trabalhadora.

Além da lei, a história de lutas é longa. Em 24 de outubro de 1975, cerca de 90% das mulheres paralisaram suas atividades para reivindicar direitos. O movimento ficou marcado como marco do feminismo islandês.

A crise financeira de 2008 abriu espaço para novas lideranças. A participação feminina em cargos de decisão ganhou impulso, com políticas públicas que incentivam mulheres na política e na gestão de empresas.

A licença parental é outra iniciativa central. O modelo islandês prevê períodos independentes para mães e pais, com parte não transferível. A ideia é estimular a participação masculina nos cuidados com os filhos desde os primeiros meses.

Apesar dos avanços, desigualdades persistem. Salários ainda apresentam diferenças e cargos executivos continuam majoritariamente ocupados por homens. Movimentos sociais continuam para manter o tema em evidência.

O modelo da Islândia mostra que leis, fiscalização e mudança cultural caminham juntas. Promover igualdade envolve responsabilizar empresas, incentivar co-responsabilidade parental e ampliar a presença feminina no poder público e no mercado.

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