- Na semana passada, a segunda tentativa de conter o navio-tanque russo Arctic Metagaz, à deriva com mais de cinquenta mil toneladas de gás liquefeito, falhou porque os cabos arrebentaram.
- O navio permanece à deriva, hoje a menos de duzentos quilômetros da costa da Líbia, após as tentativas de afastá-lo do território líbio não darem certo.
- A primeira tentativa, no mês anterior, também não teve sucesso pelos cabos que não resistiram ao esforço; o rebocador Maridive 701 apenas acompanhava o deslocamento.
- Nenhum porto aceita receber o navio por risco de explosão e poluição; nenhum país assume a responsabilidade, e há falta de uma estratégia clara entre as partes envolvidas.
- O caso evidencia lacunas nas leis marítimas internacionais quando não há dono ou armador atuando ativamente, dificultando uma solução efetiva para o navio sem rumo.
Na semana passada, a segunda tentativa de conter o navio-tanque russo Arctic Metagaz, à deriva no Mar Mediterrâneo desde 3 de março, falhou. O navio carregava mais de 50 mil toneladas de gás liquefeito, configurando risco de explosão e de contaminação ambiental.
O cabo que ligava o navio ao rebocador que o afastava da costa da Líbia arrebentou devido ao mau tempo, deixando o Arctic Metagaz novamente à deriva. A embarcação permanece sem controle, a menos de 200 quilômetros da costa líbia, gerando preocupação local.
Na primeira tentativa, também houve fracasso: os cabos romperam pelo esforço. O rebocador Maridive 701 acompanhou o deslocamento, sem conseguir conduzir o navio a qualquer porto ou área segura. Agora, o navio segue flutuando, sem rumo definido.
Contexto da operação
O rebocador voltou a monitorar o deslocamento do navio, sem capacidade de retomar a direção pretendida. Nenhum porto aceitou receber o Metagaz, devido ao alto risco que representa. Enquanto isso, não há estratégia operacional clara para resolver o caso.
Desafios legais e políticos
O Arctic Metagaz pertence a uma situação de emergência marítima complexa. O armador não assume o controle, e o governo russo não age de forma suficiente para resolver a situação. Países vizinhos, além da União Europeia, não assumem responsabilidade de forma decisiva.
Relação com a chamada Frota Fantasma
Segundo informações, o Metagaz faz parte de uma rede de velhos cargueiros que circulam sob o tema de desvios de petróleo russo. O navio saiu de Murmansk com destino ao Egito e teria explodido na costa da Líbia, segundo relatos oficiais russos.
Lições e desdobramentos
O episódio evidencia lacunas nas legislações marítimas quando o problema envolve múltiplos países. A ausência de uma solução prática reforça a vulnerabilidade de rotas marítimas e a necessidade de protocolos internacionais para navios sem controle com cargas perigosas.
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