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Pete Hegseth depõe ao Congresso dos EUA sobre guerra contra o Irã

Hegseth depõe ao Congresso pela primeira vez sobre guerra no Irã, em meio a impasse nas negociações e críticas à transparência

Pete Hegseth é o secretário de Defesa dos EUA.
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  • O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, depõe pela primeira vez ao Congresso nesta quarta-feira, 29, em sabatina sobre a guerra no Oriente Médio.
  • O depoimento ocorre em meio a um impasse nas negociações de paz entre Washington e Teerã.
  • Hegseth responderá a perguntas da Comissão de Serviços Armados da Câmara, acompanhado por Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto.
  • Em jantar de Estado na Casa Branca, na terça-feira, 28, o presidente Donald Trump disse que Teerã foi “derrotada militarmente”; o Irã afirmou que a guerra não acabou e que não confia nos EUA.
  • A proposta mais recente de Teerã, mediada pelo Paquistão, estabelece linhas vermelhas sobre o programa nuclear e o Estreito de Ormuz, incluindo possível redução de controle do canal e suspensão de bloqueios a portos iranianos durante as negociações.

Pete Hegseth depõe ao Congresso dos EUA pela primeira vez sobre guerra contra o Irã

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, irá depor nesta quarta-feira no Congresso sobre o atual conflito no Oriente Médio. A sabatina ocorre na Câmara dos Deputados, diante da Comissão de Serviços Armados. O depoimento é o primeiro em meio a divergências sobre informações do governo.

Hegseth responderá a perguntas de parlamentares ao lado de Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto. O objetivo é esclarecer estratégias, custos e riscos da atuação americana na região, diante de negociações com Teerã que chegaram a um impasse. A oposição aponta falta de transparência.

Durante jantar de Estado na Casa Branca na terça-feira, o presidente Donald Trump afirmou a rei Charles III que Teerã havia sido derrotada militarmente. Em resposta, Amir Akraminia, porta-voz das Forças Armadas iranianas, disse à TV estatal que a guerra não terminou e que Teerã não confia nos EUA.

A proposta iraniana, apresentada por meio de mediador paquistanês e discutida em reunião com assessores de Trump, estabelece pontos inegociáveis. As chamadas linhas vermelhas incluem o programa nuclear e o Estreito de Ormuz, segundo a agência Fars. A leitura aponta ainda exigência de reduzir controle sobre canais marítimos.

O acordo também previa que Teerã reduziria a influência sobre o canal de comunicação marítimo, enquanto Washington suspenderia parte dos bloqueios aos portos iranianos para sustentar negociações. O texto não representa confirmação oficial de autoridades norte-americanas. Agência AFP acompanha o desdobramento.

Contexto diplomático

Analistas destacam que as negociações seguem sem avanço claro, com tensões militares ainda presentes na região e desconfianças entre Washington e Teerã.

Pontos-chave da posição iraniana

Pontos considerados inegociáveis incluem o programa nuclear, o controle do Estreito de Ormuz e medidas de desescalada no comércio marítimo regional, segundo a leitura de veículos oficiais. A parte iraniana sustenta a necessidade de garantias para cessar sanções econômicas.

Desdobramentos políticos

O depoimento de Hegseth no Congresso pode informar sobre próximos passos militares e diplomáticos, bem como sobre o alinhamento entre Casa Branca, Ministério da Defesa e a comunidade de inteligência. As informações são acompanhadas por agências internacionais. AFP

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