- A Rússia decidiu permanecer na Opep+ mesmo após a saída dos Emirados Árabes Unidos do grupo.
- O Kremlin avalia que a Opep+ ainda é essencial para minimizar flutuações e estabilizar o mercado de energia.
- Os Emirados Árabes Unidos anunciaram a saída da Opep na terça-feira; a Rússia é o segundo maior produtor do bloco, atrás da Arábia Saudita.
- O porta-voz Dmitry Peskov afirmou que os Emirados não avisaram com antecedência sobre a decisão e que Moscou respeita a soberania do país.
- O ministro das Finanças russo, Anton Siluanov, alertou sobre possível descoordenação na Opep e aumento da produção, o que poderia derrubar preços, embora, por ora, os preços estejam sustentados pelo bloqueio do Estreito de Ormuz.
O Kremlin informou nesta quarta-feira que a Rússia pretende permanecer na Opep+ mesmo após a decisão dos Emirados Árabes Unidos de deixar o grupo. A medida busca manter a estabilidade do mercado de energia diante da turbulência global. Os Emirados anunciaram a saída na terça-feira, levando a uma reconfiguração entre os principais produtores do Golfo e do mundo.
Os Emirados Árabes Unidos eram o quarto maior produtor da Opep+; a Rússia ocupa a segunda posição, atrás da Arábia Saudita. A confirmação de continuidade russa na aliança foi anunciada enquanto o grupo encara impactos de uma crise energética causada pelo conflito com o Irã e pela volatilidade de preços.
Segundo o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, a Opep+ continua sendo uma organização importante para minimizar flutuações e estabilizar os mercados. Ele afirmou que a Rússia respeita a decisão dos Emirados e espera manter o diálogo energético com o Golfo.
Peskov informou ainda que os Emirados não avisaram previamente Moscou sobre a saída. A decisão, segundo o porta-voz, é soberana dos Emirados Árabes Unidos, que não deixaram de reconhecer o papel da aliança.
Potenciais impactos no mercado
O ministro das Finanças da Rússia, Anton Siluanov, afirmou que a saída pode levar a uma produção mais ampla por parte de alguns países, o que poderia derrubar preços globais se a coordenação entre os membros for fraca. A avaliação ocorre em meio a um cenário em que o petróleo já se move com base em fatores geopolíticos.
Ainda conforme Siluanov, por ora os preços têm sustentação causada pelo controle do estreito de Ormuz. Um aumento da oferta só representaria risco adicional após eventual reabertura da rota estratégica.
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