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Sobrevivente de Al Fayed era vítima de escravidão moderna, diz Home Office

Ministério do Interior do Reino Unido reconhece, pela primeira vez, que mulher abusada por Mohamed Al Fayed foi vítima de escravidão moderna

Rachael Louw suffered abuse at the hands of the former Harrods owner and his brother
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  • O Home Office reconheceu pela primeira vez formalmente que Rachael Louw, vítima de abuso de Mohamed Al Fayed, foi vítima de escravidão moderna.
  • Louw, que abriu mão do anonimato, foi traficada e sofreu abusos pelo ex-dono da Harrods e pelo irmão dele, Salah Fayed.
  • A decisão é vista como “vindicação e validação” para a vítima; a BBC apurou que pelo menos outras três mulheres aguardam decisões semelhantes no mecanismo nacional de referência (NRM) para escravidão moderna.
  • Segundo o NRM, a determinação final indica exploração sexual no Reino Unido e em várias áreas da França ao longo de três anos; algumas mulheres associadas a abusos de Al Fayed já receberam decisões positivas de “fundamentação razoável” e aguardam conclusão.
  • Grupos de apoio destacam que a conclusão facilita responsabilização e investigações, com a Polícia Metropolitana expandindo consultas sobre o caso de abuso envolvendo Al Fayed para incluir tráfico humano.

O Ministério do Interior do Reino Unido reconheceu formalmente, pela primeira vez, que uma mulher que foi abusada por Mohamed Al Fayed foi vítima de escravidão moderna. Rachael Louw, que abriu mão do direito ao anonimato, foi traficada e sofreu abusos nas mãos do ex-dono da Harrods e de seu irmão Salah.

Ela afirma sentir vindicação e validação por o governo britânico reconhecer o caso. A BBC apurou que pelo menos mais três mulheres que solicitaram ao Mecanismo Nacional de Referência (NRM) para escravidão moderna devem receber decisões semelhantes em breve.

Reconhecimento e processo

Louw teve a decisão final do NRM indicando exploração sexual ocorrida no Reino Unido e em várias regiões da França, ao longo de três anos. Fontes próximas indicam que pelo menos cinco mulheres associadas aos abusos de Al Fayed receberam decisões iniciais positivas de “fundamentos razoáveis” e aguardam as decisões finais.

A denunciante recebeu apoio do grupo de sobreviventes No One Above, que atuou com a organização anti-traficante Unseen para encaminhar o caso. Ela informou ter registrado a denúncia na Polícia Metropolitana em 2024, sentindo que a investigação não avançou para a parte de tráfico.

No One Above ressalta que a confirmação oficial representa responsabilização substancial e aponta a necessidade de investigações de tráfico para promover responsabilização eficaz. A polícia de Londres ampliou a investigação sobre os abusos envolvendo Al Fayed para incluir tráfico de pessoas.

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