- Pelo menos seis navios cruzaram o Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas, representando uma fração do tráfego normal.
- O fluxo recente fica significativamente abaixo do padrão, que antes do início do conflito com o Irã variava entre 125 e 140 passagens diárias.
- EUA e Irã seguem em impasse sobre um acordo que reabriria a passagem estratégica pelo estreito.
- O Tesouro dos Estados Unidos informou que pagamentos ao Irã ou à Guarda Revolucionária para passagem não serão autorizados a cidadãos americanos nem a entidades controladas por eles, sob risco de sanções.
- Autoridades iranianas chegaram a sugerir uma taxa de pedágio para navios que atravessam o estreito.
- O presidente dos EUA, Donald Trump, pediu que o Irã aceite o acordo o quanto antes, em meio ao bloqueio e a incertezas nas rotas marítimas.
O Estreito de Ormuz apresentou tráfego mínimo nas últimas 24 horas, com pelo menos seis navios atravessando a passagem. Os dados de navegação foram divulgados nesta quarta-feira.
A redução ocorre em meio ao impasse entre Estados Unidos e Irã sobre um acordo para reabrir a via marítima crítica, que liga o Golfo Pérsico ao oceano aberto. A expectativa de restabelecimento total segue sem acordo.
O Tesouro dos EUA informou que pagamentos ao governo iraniano ou à Guarda Revolucionária para garantir passagem não serão autorizados a cidadãos americanos, instituições financeiras dos EUA ou entidades ligadas a eles.
Tráfego e sanções
A maioria das embarcações cruzando Ormuz nas últimas 24h era de carga seca a granel. A Reuters não confirmou se mais de seis navios passaram, mas o fluxo recente fica próximo de sete por dia.
Antes do conflito, o fluxo normal chegava a entre 125 e 140 travessias diárias pelo estreito, principal rota de acesso ao Golfo Pérsico. A discrepância mostra o efeito de tensões na região.
O presidente dos EUA, Donald Trump, pediu ao Irã que assine um acordo, após o impasse e após reportagens sobre possíveis extensões de bloqueio a portos iranianos.
O Centro Conjunto de Informação Marítima, ligado à Marinha dos EUA, informou que o tráfego permanece limitado e com incertezas nas rotas, mesmo com o cessar-fogo anunciado para 8 de abril de 2026.
Autoridades iranianas chegaram a sugerir cobrança de pedágio para navios que cruzem Ormuz, alimentando o debate sobre gestão da passagem estratégica.
Empresas que realizarem pagamentos ao Irã pela passagem estão sujeitas a sanções, mesmo sem ligação direta aos EUA, segundo comunicado do Tesouro.
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