- Donald Trump afirmou que o rei Charles concorda com ele que o Irã jamais deve ter armas nucleares, durante jantar de state dinner no White House.
- Os comentários foram feitos após a reunião bilateral e podem constranger assessores reais, já que o rei é neutral e acima de políticas.
- Buckingham Palace disse que o rei está atento à posição do governo sobre a prevenção da proliferação nuclear.
- Charles, em seu discurso, sugeriu que a visita visa reavivar o vínculo especial entre EUA e Reino Unido, comparando com momentos históricos como a crise de Suez.
- A visita de quatro dias ocorre em meio a críticas britânicas ao complexo tema iraniano e à fala do rei diante do Congresso.
Donald Trump afirmou no jantar de Estado na Casa Branca, nesta terça-feira, que o rei Charles III concorda com ele: o Irã não deve dispor de armamento nuclear. A declaração foi feita durante a cerimônia de recepção a Charles e Camilla, após reuniões bilaterais ocorridas no mesmo dia.
O monarca britânico mantém posição de neutralidade política. A fala de Trump gerou constrangimento entre assessores reais, já que o conteúdo foi tornado público. A Buckingham Palace enfatizou que a longa posição do governo sobre a não proliferação nuclear continua vigente.
Relação especial e discurso no Congresso
Após o encontro, Trump elogiou Charles em tom cordial, destacando a parceria entre os EUA e o Reino Unido. O rei mencionou, em tom diplomático, a tentativa de reavivar a relação especial entre os dois países, citando episódios históricos da década de 1950.
Charles fez o discurso de abertura para o Congresso dos EUA, transmitido em Washington. O monarca não comentou diretamente a política iraniana, mas mencionou críticas de Trump à Otan e ressaltou a importância do apoio americano à Ucrânia frente à Rússia e os riscos do isolamento global.
Agenda e convidados
A visita de quatro dias de Charles e Camilla inclui um jantar com convidados como o fundador da Amazon, Jeff Bezos, e o golfista Rory McIlroy. O roteiro também marca o aniversário de 25 anos dos ataques de 11 de setembro, com a participação dos príncipes em cerimônia de homenagem.
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