- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que manterá o bloqueio naval ao Irã no Estreito de Ormuz até que haja um acordo nuclear.
- Trump disse que o bloqueio é a principal forma de pressionar Teerã e que o Irã enfrenta forte impacto econômico por não conseguir exportar petróleo.
- O bloqueio foi imposto após o fracasso das negociações realizadas em Islamabad, nos dias 11 e 12 de abril, em meio a um cessar-fogo vigente desde 8 de abril.
- O Irã propôs, em três etapas, suspender o bloqueio e retomar as negociações, incluindo a reabertura do Estreito de Ormuz antes das conversas — ideia que foi rejeitada pelos Estados Unidos.
- Existe o risco de novo confronto militar: o Comando Central dos Estados Unidos avalia ataques curtos e contundentes, enquanto o Irã ameaça responder, mantendo a escalada desde os ataques de 28 de fevereiro.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que manterá o bloqueio naval ao Irã até que haja acordo sobre o programa nuclear. A declaração foi feita nesta quarta-feira, 29, em entrevista ao Axios.
Trump afirmou que o bloqueio, imposto no Estreito de Ormuz, continua sendo a principal forma de pressão nas negociações com Teerã. Segundo ele, o Irã enfrenta forte impacto econômico por não conseguir exportar petróleo normalmente.
O bloqueio ocorreu após o fracasso de negociações em Islamabad, Paquistão, em 11 e 12 de abril, em meio a um cessar-fogo entre Irã, EUA e Israel que começou em 8 de abril. O governo iraniano apresentou proposta em três etapas para suspender o bloqueio.
Risco de novo confronto militar
Informações indicam que o Comando Central dos EUA estuda um plano de ataques curtos contra o Irã caso as negociações não avancem. Do lado iraniano, autoridades reagiram com ameaças diretas.
A Marinha dos EUA indicou que enfrentará medidas práticas e sem precedentes, segundo fonte de segurança iraniana à TV estatal. Os conflitos entre EUA, Israel e alvos iranianos teriam iniciado em 28 de fevereiro, com ataques a Teerã e outras cidades.
O Irã respondeu com mísseis e drones contra Israel e bases americanas no Oriente Médio, além de reforçar o controle sobre o Estreito de Ormuz, uma rota-chave para o petróleo mundial.
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