- A Casa Branca avalia a extensão do bloqueio naval aos portos do Irã, incluindo o fechamento de longo prazo do Estreito de Ormuz, para pressionar Teerã a negociar.
- Fontes próximas às negociações à CNN indicam que Trump quer manter a pressão econômica sem retomar ataques militares, buscando levar o Irã de volta à mesa de negociações.
- O bloqueio elevou os preços da gasolina e já aumenta o desgaste do apoio de Trump; o custo da guerra já chega a US$ 25 bilhões, segundo alto funcionário do Pentágono.
- EUA interceptaram ou redirecionaram quase quarenta navios que tentavam entrar ou sair de portos iranianos desde o início do bloqueio, conforme autoridades.
- Em reunião com executivos do setor energético, Trump discutiu manter o bloqueio por meses e minimizar impactos aos consumidores, sinalizando preferência por acordo com Teerã.
O governo dos EUA busca manter o bloqueio naval aos portos do Irã e ampliar a pressão econômica sobre Teerã para forçar negociações. A ideia envolve prolongar o controle sobre o Estreito de Ormuz, segundo pessoas próximas às negociações.
Fontes disseram à CNN que a Casa Branca já trabalha na preparação de uma extensão do bloqueio, incluindo restrições de longo prazo ao trânsito no estreito. A estratégia visa reduzir a capacidade iraniana de manter suas exportações de petróleo.
Trump tem enfatizado aos seus assessores a necessidade de manter a pressão econômica para desencadear uma volta de Teerã à mesa de negociações, sem retomar ações militares diretas.
A estratégia, em meio a uma guerra que dura nove semanas, envolve riscos para o presidente, que chegou a prever um conflito curto. A aposta é que a pressão econômica ponha Teerã em posição de ceder.
Impactos econômicos e avaliação de risco
O fechamento de Ormuz elevou os preços da gasolina e aumentou o desgaste público com a duração do conflito, refletindo nas avaliações sobre a gestão econômica do governo.
Um alto funcionário do Pentágono informou a parlamentares que o custo do esforço já soma cerca de 25 bilhões de dólares, alimentando a ansiedade de aliados republicanos antes das eleições de novembro.
A análise diz que a estratégia pode não alcançar o objetivo se o Irã resistir às pressões econômicas, ressaltando incertezas sobre a efetividade de medidas sem consenso diplomático.
Dinâmica interna e diplomacia
Trump tem mantido a posição de que o bloqueio pode ser mais eficaz que bombardeios, e que a diplomacia pode prevalecer se a pressão se manter. Fontes afirmam que o objetivo é forçar Teerã a ceder sobre questões nucleares.
Em meio a negociações, o Irã mostrou resistência a medidas duras sem esclarecer seu programa de enriquecimento. As discussões sobre abrir o estreito foram apresentadas sem resolução definitiva.
O Tesouro e o Departamento de Estado sinalizaram reuniões com representantes do setor energético para discutir a viabilidade de manter o bloqueio por meses, minimizando impactos sobre consumidores americanos.
Participação de gestores e próximos passos
Entre os presentes em encontros na Casa Branca estiveram o secretário do Tesouro, o vice-presidente, a chefe de gabinete, o enviado especial e Jared Kushner, além de executivos de grandes companhias do setor energético.
Executivos da Chevron, Trafigura, Vitol e Mercuria participaram de discussões sobre estratégias de longo prazo e mitigação de impactos. A presença de executivos reforça o interesse privado nas implicações energéticas.
A comunicação pública sobre estratégias manteve o tom de preparação para possíveis ações adicionais, incluindo extensão do bloqueio, segundo relatos de veículos de imprensa.
Progresso das negociações e próximos passos
As negociações para encerrar o conflito permanecem estagnadas. O Irã apresentou uma proposta de reabertura do estreito, mas com questões nucleares para discutir depois, o que tem recebido ceticismo entre assessores de Trump.
O secretário de Estado afirmou, em entrevista, que a proposta iraniana era mais favorável que o esperado, porém ainda não atende às exigências de contenção nuclear. A questão nuclear continua no centro das tratativas.
Duas fontes afirmaram que Trump expressou ceticismo sobre aceitar a proposta durante reunião com autoridades de segurança nacional, indicando que pode rejeitar a abertura do estreito sem avanços sobre o programa nuclear.
Ponto de situação e cenário atual
Autoridades ressaltam que a decisão final depende de fatores internos ao Irã e da avaliação de risco político nos EUA. Enquanto isso, o governo permanece atento a respostas iranianas sobre uma versão modificada da proposta, sujeita à aprovação do líder supremo.
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