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Ucrânia pede a Israel apreender navio com grãos roubados pela Rússia

Ucrânia pede a Israel a apreensão do navio Panormitis, com trigo alegadamente saqueado, em Haifa, agravando tensão diplomática entre Kiev e Jerusalém

Israel’s Haifa commercial shipping port. Ukraine claimed the cargo vessel carrying grain ‘stolen by Russia’ was en route to dock at the port.
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  • A Ucrânia pediu a Israel que apreenda o cargueiro Panormitis, com bandeira panamenha, e a sua carga, sob a alegação de que grãos teriam sido saqueados em territórios ukrainianos ocupados pela Rússia.
  • O objetivo é abrir busca, apreender documentos, coletar amostras de grãos e interrogar a tripulação, segundo o Ministério Público ucraniano.
  • Kyiv também informou ter levantado preocupações, desde março, sobre outro navio, o Abinsk, que, segundo a Ucrânia, estaria carregando grãos roubados; o navio teria sido autorizado a descarregar e partir.
  • O ministro de Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, rebateu as acusações, dizendo que não há evidências de grãos roubados entrando em portos israelenses e chamando a “diplomacia no Twitter” de Kyiv de insuficiente.
  • Portais e autoridades da União Europeia sinalizaram considerar sanções a indivíduos e entidades israelenses que possam estar ajudando a Rússia, em meio a reportagens de que Israel comprou grãos supostamente saqueados da Ucrânia ocupada há pelo menos dois anos.

A Ukraine pediu a Israel que apreendesse um navio que, segundo Kyiv, transporta grãos roubados de territórios ocupados pela Rússia. A solicitação envolve a tomada de posse da embarcação e da carga, busca, retirada de documentação e interrogatório da tripulação. A afirmação foi feita pelo procurador-geral Ruslan Kravchenko via Telegram.

Segundo Kyiv, o cargueiro Panormitis, com bandeira da Panamã, estaria a caminho de atracar em Haifa. A Kiev também informou, na terça-feira, ter levantado questões sobre outro navio, o Abinsk, cuja carga seria supostamente de grãos roubados. O Abinsk teria sido autorizado a descarregar.

A comitiva de Israel reagiu, com o ministro das Relações Exteriores, Gideon Saar, negando que Israel permita grãos roubados em seus portos. Ele afirmou que Kyiv faz acusações sem apresentar evidências de que a carga tenha origem em território ocupado.

Representantes da empresa gestora, com sede na Grécia, asseguraram à Reuters que o cargamento é de grãos russos, negando a presença de grãos provenientes de áreas ocupadas. A posição contraria as alegações de Kyiv e de Haaretz.

As relações entre Ucrânia e Israel permanecem tensas desde a invasão russa. Israel tenta manter canais abertos com Kyiv e Moscou, oferecendo ajuda humanitária, mas evitando decisões que beneficiariam um dos lados do conflito.

Fontes diplomáticas indicaram que a União Europeia analisa medidas contra indivíduos e entidades estrangeiras que possam facilitar o uso de grãos para financiar a Rússia. O bloco reforça cautela diante das alegações sobre o comércio de grãos roubados.

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