- Pelo menos nove pessoas morreram, incluindo duas crianças, e 23 ficaram feridas em ataques israelenses no sul do Líbano, segundo o ministério da saúde.
- Israel afirmou que as ações visavam infraestrutura do Hezbollah; o grupo também alegou ataques contra forças israelenses, incluindo um drone em Bint Jbeil.
- A violência persiste apesar do cessar-fogo, agora na segunda semana, com evacuações para quinze aldeias no sul fora da Linha Amarela.
- O presidente do Líbano, Joseph Aoun, criticou as violações e pediu que Israel respeite leis internacionais, interrompa ataques a civis e a organizações humanitárias.
- O conflito já deixou mais de 2,5 mil mortos no Líbano; um soldado israelense morreu, elevando as baixas israelenses a dezessete desde março.
Oito pessoas morreram e 23 ficaram feridas, entre elas oito crianças, em ataques israelenses no sul do Líbano na quinta-feira, segundo o ministério da saúde libanês. As ações teriam como alvo infraestrutura da Hezbollah, segundo relato inicial de Israel.
Separadamente, a Hezbollah informou ter realizado ataques contra forças israelenses no sul, incluindo um ataque com drone em soldados na região de Bint Jbeil. Não há confirmação independente de danos humanos na reação da Hezbollah.
O conflito persiste mesmo com um cessar-fogo, que está em sua segunda semana desde a assinatura anunciada em Washington, em 16 de abril, após diálogos diretos entre os embaixadores de Líbano e Israel.
O presidente do Líbano, Michel Aoun, criticou as that ações israelenses, afirmando que violações continuam, com ataques e demolições de casas e locais de culto ocorrendo apesar do cessar-fogo. Ele pediu pressão internacional para evitar ataques a civis e a organizações humanitárias.
Na região, o Exército israelense emitiu avisos de evacuação para 15 aldeias do sul do Líbano, muitas além da chamada Yellow Line, linha de 10 km da fronteira onde Israel afirma manter operações contra ameaças.
Israel afirma que suas ações respondem a violações do acordo por parte da Hezbollah, grupo que não participou do cessar-fogo, mas disse que cumpriria os termos se Israel também o fizesse.
Embora o cessar-fogo tenha interrompido grande parte dos ataques contra Beirute e arredores, combates e ataques aéreos continuam em várias áreas do sul, com novas ordens de evacuação.
Autoridades libanesas descrevem o que veem como um padrão de violações, enquanto Israel sustenta agir dentro dos termos do acordo. A trégua, mediada pelos EUA, permite resposta a ataques considerados planejados, iminentes ou em curso contra Israel.
A trégua também provoca fissuras políticas em Beirute. Aoun apoia negociações diretas, enquanto o presidente do parlamento, Nabih Berri, aliado da Hezbollah, é contra e avaliação que tais negociações trazem riscos.
O embate entre Israel e Hezbollah teve início em 2 de março, quando o grupo lançou foguetes sobre Israel. Israel respondeu com ataques aéreos e uma invasão terrestre no sul do Líbano.
Desde então, as autoridades de saúde do Líbano registraram mais de 2.500 mortos, incluindo profissionais de saúde, segundo o Ministério. O número não distingue entre combatentes e civis, mas inclui dezenas de mulheres e crianças.
O Exército israelense informou que um de seus soldados foi morto durante combate no sul do Líbano na quinta-feira, elevando para 17 o total de baixas israelenses desde o início de março.
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