- Quase 60 países apoiam planos voluntários para abandonar a produção e o uso de combustíveis fósseis, incluindo carvão, petróleo e gás.
- O objetivo é criar “roteiros nacionais” que embasem uma nova iniciativa para reduzir a dependência de combustíveis fósseis, em Santa Marta, Colômbia.
- O grupo, denominado coalizão dos interessados, reúne signatários que se comprometeram a avançar, mesmo sem presenças de Estados como Estados Unidos, China, Índia, Rússia e diversos produtores.
- França tornou-se o primeiro país desenvolvido a divulgar um roteiro nacional para a phaseout de combustíveis fósseis; Colombia publicou um rascunho durante a conferência.
- A segunda conferência deve ocorrer no início do próximo ano, no Tuvalu, com apoio a países pobres na elaboração de roteiros e na revisão de subsídios aos combustíveis.
A Santa Marta, na Colômbia, encerrou-se uma conferência climática com quase 60 países promovendo planos nacionais voluntários para abandonar a produção e o uso de carvão, petróleo e gás. Essa iniciativa pretende sustentar a transição energética por meio de roadmaps nacionais, sem prazos obrigatórios fixados.
Os ministros discutiram comércio, dependência de exportações de combustíveis fósseis e formas de reduzir a demanda. Participantes incluíram cientistas, povos indígenas e ativistas que analisaram impactos sociais e econômicos associados aos combustíveis fósseis.
Entre os signatários, 59 países apoiaram o conceito de roadmaps voluntários. O objetivo é criar a base para uma nova iniciativa de retirada gradual de combustíveis fósseis, diferente das negociações climáticas da ONU, que permanecem sem compromissos apressados.
Participação e contextos internacionais
A conferência contou com a Colômbia e a Holanda como anfitriãs. Países ausentes da lista incluem Estados Unidos, China, Índia, Rússia, Arábia Saudita, Catar e Emirados Árabes Unidos. Mesmo assim, a coalizão representa parte significativa do PIB global e da demanda energética.
Colômbia apresentou um rascunho de roadmap durante o encontro e instituiu um painel científico para orientar os países. Na terça-feira, a França tornou-se o primeiro país desenvolvido a divulgar um road map nacional de fossil fuels.
Propostas e próximos passos
As discussões também incluem apoio técnico a países menos desenvolvidos para a elaboração de roadmaps, revisão de subsídios a combustíveis fósseis e cooperação em políticas comerciais e reformas financeiras. Um segundo encontro está programado para o início do próximo ano, no Pacífico, em Tuvalu.
Maina Talia, ministro de Tuvalu, ressaltou a importância de os governos trazerem roadmaps antes da próxima conferência. O evento de Santa Marta foi motivado pela frustração com o ritmo das negociações da ONU e busca manter o tema vivo no âmbito internacional.
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