- Cellnex vai explorar defesa usando sua rede de torres de telecomunicações, oferecendo vigilância e parcerias com empresas como Indra para enfrentar drones, ciberataques e grandes apagões, com 110 mil sites na Europa, sendo 11 mil na Espanha.
- A assembleia aprovou um plano de incentivos de quatro anos para a alta direção, com o benefício máximo de 13 milhões de euros para o CEO Marco Patuano, e anunciou mudança para reeleição anual dos integrantes do conselho.
- A empresa pretende distribuir no mínimo 1 bilhão de euros aos acionistas ainda neste exercício, por meio de dividendos e programas de recompra de ações; houve redução de capital de 3,66% com amortização de até 25 milhões de ações.
- No primeiro trimestre, as perdas líquidas ficaram em 37 milhões de euros, enquanto as receitas subiram 2% para 1,096 bilhões de euros, apoiadas pela expectativa de impacto positivo da consolidação de operadoras na Europa.
- A estratégia de crescimento inclui expansão de cobertura em infraestrutura de transporte (trens de alta velocidade, aeroportos e túneis de metrô) e uso de inteligência artificial para otimizar processos e gestão de ativos.
A Cellnex Telecom anunciou durante sua assembleia geral de acionistas uma nova linha estratégica: ampliar o uso de sua rede de torres de telecomunicações para atuar no setor de defesa. A empresa buscará parcerias com companhias do setor, como Indra, para oferecer soluções de vigilância. A iniciativa visa enfrentar ataques com drones, ciberataques e grandes emergências energéticas.
O CEO Marco Patualo? [Note: Original says Marco Patuano] explicou que a entrada no mercado de defesa reforça a resiliência das infraestruturas. A Cellnex opera cerca de 110 mil pontos na Europa, com 11 mil deles na Espanha. Segundo o executivo, aproximadamente 60% das torres espanholas não ficam em áreas residenciais, facilitando a integração de monitoramento de drones a custo competitivo.
A companhia aprovou um plano de incentivos de longo prazo para a alta direção, com duração de quatro anos, dividido em dois ciclos. O teto do programa para o CEO é de 13 milhões de euros. Também foi aprovada a transição para reeleição anual dos membros do conselho para melhorar a prestação de contas.
Desempenho financeiro e metas para acionistas
O presidente Óscar Fanjul afirmou insatisfação com o preço atual das ações. Disse que a gestão adotará um plano de ações para corrigir a valorização, citando uma diferença entre preço de mercado e valor intrínseco dos fluxos de caixa. A Cellnex registou queda de 10% no Ibex 35 em 2025.
A empresa planeja distribuir no mínimo 1 bilhão de euros aos acionistas neste exercício, por meio de dividendos e programas de recompra de ações. Na assembleia, houve também aprovação de uma redução de capital de 3,66%, com a amortização de até 25 milhões de ações próprias.
Futuras frentes de atuação e perspectivas
No primeiro trimestre, a Cellnex reduziu perdas líquidas para 37 milhões de euros, com receitas crescendo 2%, para 1,096 bilhão. A gestão aponta fusões entre operadores europeus como positiva para o mercado de torres e cita França e Reino Unido como exemplos.
A estratégia de diversificação envolve ampliar a presença em infraestrutura de transporte, como trens de alta velocidade, aeroportos e túneis de metrô, além de estádios. A empresa mantém investimentos anuais entre 1,5 e 2 bilhões de euros para densificar a rede.
A Cellnex também confirmou uso de ferramentas de inteligência artificial para otimizar operações e gestão de ativos. Entre os acionistas de referência permanecem o fundo TCI, o grupo Edizione e o sovereign fund GIC.
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