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Conferência sobre combustíveis fósseis ainda precisa de provas, dizem ONGs

Conferência em Santa Marta cria espaço para a transição energética longe dos combustíveis fósseis, com planos de ação e segunda edição prevista para o próximo ano

Duas mulheres de pé, uma com blusa branca e saia bege, outra com blusa branca e saia azul, trocam gestos de celebração em evento com fundo azul que exibe texto sobre transição de combustíveis fósseis e o governo da Colômbia.
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  • A conferência pelo abandono dos combustíveis fósseis em Santa Marta, Colômbia, terminou na noite de 29 de abril de 2026 com a promessa de uma segunda edição no próximo ano, em Tuvalu, co-presidida pela Irlanda, além da criação de frentes de trabalho.
  • O evento é visto como histórico por abrir espaço para discutir a transição energética longe dos combustíveis fósseis, algo pouco abordado em COPs, segundo o Observatório do Clima.
  • A conferência enfatizou o “como” e o “quando” eliminar os combustíveis fósseis, e não apenas a possibilidade de a transição ocorrer, conforme destaques do OC e da Oxfam International.
  • O painel científico SPGET (Painel Científico para a Transição Energética Global) foi citado como marco de a ciência orientar políticas públicas.
  • Organizações como Greenpeace, WWF-Brasil e especialistas ressaltam que o encontro cria impulso, mas destacam a necessidade de implementação prática, cooperação internacional e continuidade dos debates em fóruns multilaterais.

Histórica conferência pela transição energética ocorreu em Santa Marta, Colômbia, e terminou na noite de 29 de abril. O evento reuniu organizações ambientais, governos e especialistas para debater o abandono gradual dos combustíveis fósseis, apontando caminhos e desafios. A sessão final abriu caminho para a próxima edição, prevista para Tuvalu, com cooperação da Irlanda.

Entre os itens centrais, destacou-se a criação de um espaço para tratar da transição energética sem o tabu que predominava em COPs. Observatório do Clima e OC ressaltaram que a ciência passa a orientar políticas públicas, com a formação de um painel científico dedicado ao tema.

Segundo participantes, houve avanços na definição de quando e como eliminar os combustíveis fósseis, não apenas se ocorrerá. O OC alertou para obstáculos econômicos e fiscais, mas indicou viabilidade de mudança com cooperação internacional e ações coordenadas.

Desdobramentos e perspectivas

Especialistas destacaram o peso da participação de organizações como WWF-Brasil, Oxfam International e Greenpeace Colômbia na definição de uma agenda prática. A conferência gerou compromissos para frentes de trabalho e maior atuação em fóruns multilaterais, como a Convenção do Clima da ONU.

Para líderes ambientais, o encontro sinaliza uma mudança de narrativa, com foco em como implementar a transição e em quais prazos. O Greenpeace enfatizou a necessidade de amadurecimento institucional para transformar o diálogo em decisões de política energética.

Doutores e analistas apontaram que a conferência pode influenciar negociações internacionais, ampliando a mobilização de mais países. Também foi ressaltada a função de espaços intermediários como o painel SPGET, para orientar políticas públicas e planos nacionais de transição.

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