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EUA pressionam aliados a formar coalizão para reabrir o Estreito de Ormuz

EUA pressionam aliados a formar coalizão para reabrir o Estreito de Ormuz, elevando riscos de interrupção no abastecimento global de petróleo

Outdoor em rua de Teerã faz referência a Ormuz em 27 de abril — Foto: Majid Asgaripour-WANA/REUTERS
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  • Os EUA discutem com aliados a formação de uma coalizão internacional, a Maritime Freedom Construct, para reabrir o estreito de Ormuz, conforme telegrama do Departamento de Estado visto pela Reuters.
  • O estreito continua fechado dois meses após o início da guerra, bloqueando cerca de vinte por cento do fornecimento mundial de petróleo e elevando os preços globais de energia.
  • França, Reino Unido e outros países avaliam contribuir, enquanto o Paquistão atua como mediador; o Irã mantém o bloqueio em resposta a medidas administrativas dos EUA sobre exportações de petróleo.
  • O presidente Donald Trump deve receber um briefing sobre planos para novos ataques ao Irã, com negociação nuclear ainda sem acordo; o Irã defende o enriquecimento de urânio com fins pacíficos.
  • O petróleo Brent chegou a superar cento e vinte e seis dólares por barril em determinados momentos, impulsionando a inflação e os preços de combustíveis.

O governo dos Estados Unidos trabalha para formar uma coalizão internacional capaz de reabrir o Estreito de Ormuz. O objetivo aparece em um telegrama do Departamento de Estado visto pela Reuters, em meio a temores de interrupção prolongada no fornecimento global de petróleo.

Dois meses após o início do conflito desencadeado por ataques dos EUA e de Israel contra o Irã, o estreito permanece fechado. A decisão bloqueia aproximadamente 20% das exportações globais de petróleo e gás, elevando preços e pressões inflacionárias.

Um cessar-fogo está em vigor desde 8 de abril, porém o Irã continua bloqueando o estreito em resposta ao bloqueio americano às exportações iranianas. O canal permanece como vetor estratégico em meio a tensões regionais.

Desdobramentos diplomáticos

O/she lembra que o presidente Donald Trump deverá receber, nesta quinta-feira, um briefing sobre planos de ataques adicionais ao Irã, segundo a Axios. A medida é apresentada como forma de flexibilizar as negociações nucleares.

O contrato de referência Brent chegou a superar US$ 126 por barril em momentos, marcando a maior cotação desde março de 2022. Analistas apontam que a escalada do conflito sustenta pressões sobre energia e inflação global.

Paquistão atua como mediador para evitar escalada, enquanto Teerã avisa sobre ações militares contra o bloqueio das embarcações iranianas. Diplomatas destacam que mais interrupções no abastecimento de hidrocarbonetos podem ocorrer.

Propostas e posições

A proposta norte-americana cria a Maritime Freedom Construct, destinada a facilitar a navegação pelo estreito assim que o conflito se modere. O documento chama o MFC de passo crítico para uma arquitetura de segurança marítima no Oriente Médio.

França, Reino Unido e outros países discutem contribuir para a coalizão, mas condicionam participação à conclusão do conflito. O tema tecnológico e estratégico complica as negociações entre Washington, Teerã e aliados europeus.

O Irã apresentou uma nova proposta para encerrar a guerra, deixando de lado discussões sobre seu programa nuclear até o fim do conflito. Washington exige tratar a questão nuclear desde o início, reforçando impasse político.

Teerã permanece firme na defesa de seu direito de enriquecer urânio para fins pacíficos. Acredita possuir estoque de cerca de 440 kg de urânio enriquecido a 60%, suficiente para avanços, caso seja enriquecido ainda mais.

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