- Em 2025, a Europa enfrentou ondas de calor recorde e incêndios florestais de grande extensão, com a Groenlândia perdendo 139 bilhões de toneladas de massa e a cobertura de neve 31% abaixo da média.
- A temperatura média global já aumentou 1,4°C desde os níveis pré-industriais.
- O estudo do Estado do Clima Europeu, divulgado pela Organização Meteorológica Mundial e pelo Centro Europeu de Previsões Meteorológicas a Médio Prazo, aponta que a Europa está esquentando mais rápido que a média global.
- Quatro fatores explicam o aquecimento europeu: proximidade com o Ártico; mudanças nos padrões meteorológicos; diminuição da cobertura de neve; e menos poluição do ar (redução de aerossóis) que afeta o efeito de resfriamento.
- Mesmo com esse ritmo, os impactos variam conforme a capacidade de adaptação de cada país; exemplos citados incluem diques na Holanda e projetos de grande investimento em Veneza.
A Europa viveu em 2025 ondas de calor recorde e incêndios florestais que atingiram grandes áreas do continente. A massa de gelo diminuiu, incluindo a Groenlândia, com perda de 139 bilhões de toneladas, e a cobertura de neve ficou 31% abaixo da média. Esse balanço já foi divulgado pelos institutos.
O estudo reúne cerca de 100 cientistas e foi divulgado nesta quarta-feira pela Organização Meteorológica Mundial e pelo Centro Europeu de Previsões Meteorológicas a Médio Prazo. O objetivo é mostrar o impacto da mudança do clima na região.
A análise aponta que a Europa esquenta mais rápido que a média global desde a década de 1980. O aumento aproximado é de 0,56°C por década nos últimos 30 anos. O aquecimento varia por região, com maior intensidade em altas latitudes e áreas centrais da Europa.
Fatores que explicam o aquecimento europeu
- Proximidade com o Ártico eleva a temperatura na região.
- Mudanças nos padrões meteorológicos alimentam ondas de calor mais frequentes.
- Diminuição da cobertura de neve reduz a reflexão solar, acelerando o aquecimento.
- Menos poluição atmosférica traz efeito de aquecimento, ao diminuir aerossóis que refletem radiação.
O relatório ressalta que o aquecimento não é exclusivo da Europa. Globalmente, a temperatura já está 1,4°C acima dos níveis pré industriais. O texto também observa que a capacidade de adaptação influencia os impactos regionais.
Pesquisadores lembram que políticas de adaptação variam entre países. Em alguns lugares, como Holanda e Veneza, já existem obras de defesa de longo prazo. No Brasil, segundo o pesquisador Paulo Artaxo, a discussão ainda é recente.
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