- O ex-presidente russo Dmitry Medvedev afirmou que os Estados Unidos dificilmente atuariam como mediadores eficazes em conflitos internacionais, citando ações recentes.
- Ele mencionou uma operação ordenada pelo presidente Donald Trump em janeiro para capturar Nicolás Maduro e levá-lo aos EUA para julgamento.
- Medvedev disse que, ao contrário de Joe Biden, o governo Trump estaria buscando resolver a guerra na Ucrânia.
- Em palestra, o vice-presidente do Conselho de Segurança russo afirmou que a Europa está se militarizando, comparando o movimento à preparação para a Segunda Guerra Mundial.
- Sobre recrutamento, ele informou que 450 mil pessoas assinaram contratos para ingressar nas Forças Armadas da Rússia em 2025 e outros 127 mil neste ano, enquanto relatórios independentes indicam mortes militares russas acima de 213 mil até a semana passada.
Dmitry Medvedev, aliado de Vladimir Putin, disse nesta quinta-feira que os EUA dificilmente seriam um mediador eficaz em conflitos internacionais, citando ações americanas no cenário global. O comentário ocorreu em um fórum educacional, na sequência de críticas ao papel de Washington.
O ex-presidente russo afirmou que, segundo ele, um país que sequestra presidentes e inicia conflitos não estaria apto a atuar como mediador em todas as situações. A fala parece destoar da versão oficial do Kremlin, que atribui aos Estados Unidos uma função de facilitação de paz entre Rússia e Ucrânia.
Medvedev mencionou também a aparente busca de Washington por soluções no conflito ucraniano, ao contrário do que disse o governo de Joe Biden. O vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia reforçou sua linha dura sobre assuntos globais, com ataques à postura ocidental.
#### Contexto geopolítico
Ainda no evento, Medvedev afirmou que a Europa está em processo de militarização, comparável a preparações para a Segunda Guerra Mundial. O ex-líder russo citou uma mobilização de longo alcance e mudanças na formação de forças armadas.
Segundo ele, 450 mil pessoas teriam assinado contratos para ingressar nas Forças Armadas da Rússia em 2025, com 127 mil ingressos já ocorridos neste ano. O país mantém recrutamento ativo após uma mobilização de 2022, buscando suprir necessidades no front da Ucrânia.
#### Dados sobre baixas e contexto da guerra
Nem a Rússia nem a Ucrânia divulgaram números oficiais de baixas no conflito, que já dura cinco anos. A mídia independente russas reporta estimativas elevadas de mortos entre as tropas, com investigações independentes indicando milhares de óbitos. A veracidade dessas cifras é objeto de controvérsia e de verificação por fontes.
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