- Extremistas islâmicos descobriram a igreja secreta próxima a Bamiyan, no Afeganistão, e realizaram dois ataques, em janeiro e abril.
- Ao todo foram mortos cerca de trinta e quatro cristãos; no ataque de janeiro, vinte e quatro foram assassinados e a maioria foi atingida a tiros, com um jovem de cerca de vinte anos tendo a garganta cortada; a igreja também foi incendiada.
- Em janeiro, o pastor Irfan, que vive no Paquistão, soube do ataque por mensagem de um integrante da igreja; em abril, ele recebeu nova notícia de mortes de crentes Hazara, incluindo um menino de 4 anos.
- Durante o ataque de abril, duas jovens irmãs, de aproximadamente dezoito e vinte e um anos, foram sequestradas pelos extremistas; a congregação é composta por cristãos Hazara que vivem de forma subterrânea.
- A igreja foi plantada em dois mil e nove; hoje, Irfan pastoreia oitenta e cinco famílias remotamente a partir do Paquistão; o Afeganistão ocupa a undécima posição na Lista Mundial da Perseguição de dois mil e vinte e cinco da Portas Abertas.
Um grupo de extremistas islâmicos assassinou cerca de 34 cristãos em dois ataques no Afeganistão, segundo a revista Christianity Today. Os ataques ocorreram em janeiro e abril, na região próxima à cidade de Bamiyan. As vítimas incluíram 24 cristãos Hazara convertidos e, em abril, mais de 10 fiéis, entre eles um menino de 4 anos. Os agressores também incendiaram a igreja atingida.
O líder da congregação secreta, o pastor Irfan, vive no Paquistão e coordena o grupo de forma remota. Ele relatou os ataques por meio de mensagens, após ser informado por membros da igreja no Afeganistão. Em janeiro, a localização da igreja foi descoberta pelos extremistas, que mataram a maioria dos fiéis com tiros e cortaram a garganta de um jovem de cerca de 20 anos.
Em abril, novas mortes contribuíram para a contagem, além de sequestros de duas jovens de 18 e 21 anos. Irfan descreveu as condições de vida das famílias, que buscam abrigo e apoio em meio a perseguição constante. Ele atua desde 2009, quando começou a viajar ao Afeganistão para pregar e formar comunidades cristãs clandestinas.
Contexto de perseguição
A repressão contra cristãos no Afeganistão aumentou desde a retomada do poder pelo Talibã em 2021. Fontes especializadas indicam que a conversão do Islamismo ao Cristianismo é considerada crime sob a interpretação da lei Sharia vigente no país. Portas Abertas aponta o Afeganistão como um dos países com alto risco de violência contra cristãos.
Segundo o pesquisador Thomas Muller, da Missão Portas Abertas, os fiéis que permaneceram enfrentam risco de morte e caçadas por parte de grupos extremistas. Além da violência, há proibição para pregar o Evangelho e distribuir Bíblias, agravando a situação das comunidades locais. O país figura na 11ª posição da Lista Mundial da Perseguição 2025.
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