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G7 busca maior eficiência na assistência a países de baixa renda

G7 busca tornar a ajuda a países de baixa renda mais eficiente, reduzindo fragmentação e alinhando programas, diante da queda de doações e do aumento da pobreza

Éléonore Caroit, ministra delegada da Francofonia e Parcerias e Parcerias Internacionais da França, em entrevista depois da reunião de ministros do desenvolvimento do G7 em Paris
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  • G7 defende maior eficiência na ajuda a países de baixa renda e redução da fragmentação de programas.
  • Declaração conjunta aponta necessidade de uma arquitetura de desenvolvimento mais eficiente, com menos atores atuando no mesmo setor em cada país.
  • Reunião ocorreu em Paris, nos dias 29 e 30 de abril; França preside o G7; Brasil participou como país convidado, mas apenas integrantes do G7 assinam o documento.
  • Documento expressa preocupação com o risco de insegurança alimentar devido ao bloqueio do estreito de Ormuz pelo Irã.
  • Os ministros defendem mudanças nos mecanismos de assistência da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico e citam queda de 23% nas doações em 2025; a reunião de Evian, de 15 a 17 de junho, tratará de desafios econômicos globais, incluindo dívidas e investimentos.

Nesta quinta-feira, 30 de abril de 2026, ministros de Desenvolvimento do G7 participaram de uma reunião em Paris, discutindo a eficiência da ajuda a países de baixa renda. O objetivo é evitar fragmentação de programas e intensificar resultados.

O documento conjunto afirma que é necessária uma arquitetura de desenvolvimento mais eficiente. A meta é reduzir sobreposições entre atores atuando no mesmo país e setor.

A ministra francesa Éléonore Caroit destacou a fragmentação como principal desafio da ajuda ao desenvolvimento, apontando a atuação de muitos atores em cada nação.

Queda na ajuda

A declaração também cita preocupação com riscos à segurança alimentar decorrentes de tensões regionais, incluindo o estreito de Ormuz. A reunião ocorre antes da cúpula do G7 em Evian, no meio de junho.

Segundo dados da OCDE, a ajuda financeira de países ricos a nações de baixa renda caiu 23% em 2025 em relação a 2024. O grupo defende ajustes nos mecanismos de cooperação para ganhos de eficiência.

Os ministros defendem a implementação de programas estruturantes que promovam criação de empregos e aumento de renda nas regiões atendidas, alinhados a prioridades dos países parceiros.

O encontro em Paris contou com participação de representantes de países convidados, incluindo o Brasil; porém, apenas membros do G7 assinam o documento final.

Philip Fox Drummond Gough, secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Itamaraty, representou o Brasil na reunião. Jeremey Lewin, dos EUA, participou por videoconferência de um painel.

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