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Grupo extremista amplia bloqueio à capital do Mali, dificultando retorno

Militantes islamistas ampliam bloqueio a Bamako, fechando três das seis rotas de saída e deixando moradores sem acesso e abastecimento básico

Mali's army has been battling Islamist groups for more than a decade
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  • Bamako, a capital de Mali, vive um bloqueio parcial imposto por militantes islâmicos, dias após o assassinato do ministro da Defesa na cidade.
  • Pessoas presas na rodovia Bamako-Kéniéba relatam não conseguir retornar à capital, com bloqueios em várias rotas de entrada.
  • O grupo Jama’at Nusrat al-Islam wal-Muslimin (JNIM) avisou que “ninguém será permitido entrar” na cidade.
  • No ano passado houve bloqueio de combustível na cidade; agora o bloqueio é total, gerando preocupações entre moradores.
  • Os ataques de fim de semana, liderados pela aliança FLA (Frente de Libertação do Azawade) na região norte, buscam a derrubada do governo; a África Corp., braço paramilitar russo, tem se envolvido, com retirada de Kidal e cobrança de retirada de tropas russas em Mali.

Bamako, capital do Mali, está sob bloqueio parcial promovido por milícias extremistas, dias após o assassinato do ministro da Defesa na cidade. O grupo Jama’at Nusrat al-Islam wal-Muslimin (JNIM) intensificou a medida, dificultando a entrada e saída de pessoas.

Mulheres e homens, como uma mãe de duas crianças, permanecem impedidos de retornar para casa após visitas aos familiares. Muitos ficam presos na via Bamako-Kéniéba, principal rota de saída da capital, há quase um dia.

Observadores informam que pelo menos três das seis principais rotas de entrada da cidade ficaram fechadas por horas seguidas, abrindo passagem apenas em momentos esporádicos. A mobilidade no entorno se agravou com o fechamento intermitente de pontos de passagem.

Contexto

No ano passado, o bloqueio de combustível já havia levado a desabastecimentos e aumento de preços. Agora, a restrição é total, elevando a insegurança e a preocupação entre moradores e comerciantes.

Na região norte, ataques coordenados no fim de semana passado, promovidos por uma aliança de jihadistas e separatistas, a Frente de Libertação do Azawade (FLA), visam derrubar o regime militar de Gen Assimi Goïta.

Forças malienses têm contado com o apoio da Africa Corps, braço paramilitar russo que surgiu do Grupo Wagner; Moscou informou que manterá o suporte para combater extremismo.

A cidade de Kidal ficou sob controle da FLA, após a retirada das tropas russas. A FLA promete avançar para outras cidades do norte e reivindica a retirada da Africa Corps, segundo relatos locais.

Um motorista de caminhão que tenta chegar a Bamako descreveu a situação como inédita, com risco evidente para a vida e dilemas logísticos consistentes com a suspensão de entregas.

A força aérea e o governo do Mali não divulgaram balanços oficiais sobre o bloqueio, mas as autoridades destacam a necessidade de manter vias de abastecimento e segurança para a população.

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