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Ministro da Cultura italiano inspeciona Pavilhão Russo da Bienal de Veneza

Ministério da Cultura abre inspeção no Pavilhão Russo, abrindo caminho para possível intervenção administrativa e tensões políticas na Bienal de Veneza

The Russian Pavilion during the 2024 Venice Biennale.
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  • O ministro italiano da Cultura, Alessandro Giuli, abriu uma investigação sobre o Pavilhão russo na Bienal de Veneza, dias antes da abertura da 61ª edição.
  • Um inspetor designado pelo ministério montou um escritório em Ca’ Giustinian, no Grand Canal, e solicitou acesso a registros sobre a participação russa na mostra.
  • A apuração busca irregularidades na documentação que possam impedir a abertura ao público no dia nove de maio, incluindo questões de vistos de entrada para artistas russos.
  • Uma fonte ligada ao presidente da Bienal, Pietrangelo Buttafuoco, afirmou que não houve violações regulatórias e que houve total transparência durante o planejamento.
  • O ministro Giuli já havia anunciado oposição ao Pavilhão russo, sem participar da pré-estreia nem da abertura; a União Europeia cortou fundos à Bienal neste ano.

O ministro da Cultura da Itália, Alessandro Giuli, abriu uma investigação sobre o Pavilhão Russo na 61ª Bienal de Veneza, dias antes da abertura. Um inspector designado pelo ministério montou escritório no Ca’ Giustinian, no Gran Canal, em Veneza, para ter acesso completo aos registros da participação russa. A apuração mira irregularidades em documentos que possam impedir a abertura do Pavilhão ao público.

Segundo a imprensa italiana, a investigação foca em questões que violariam regras ou atrapalhariam a visitação, incluindo a emissão de vistos para artistas e a delegação russa. Ligados ao caso, representantes da Bienal negaram irregularidades e afirmaram cooperação com o Ministério da Cultura. A veracidade das informações é apurada a partir de documentos internos.

Entre as justificativas para a auditoria está a decisão do júri internacional da Bienal de excluir Rússia e Israel de premiações, por acusações de crimes contra a humanidade. A possibilidade de ampliar a atuação do Ministério, incluindo a administração especial da instituição, também aparece como cenário discutido. Isso ampliaria o acesso a documentos não apenas sobre a Rússia, mas também sobre Israel.

O Pavilhão Russo tem provocado controvérsia política na imprensa europeia, com solicitações de exclusão durante o período de preparação da Bienal, em meio à guerra na Ucrânia. De acordo com reportagens, o pavilhão só deve permanecer aberto ao público durante o vernissage de pré-abertura, de 5 a 8 de maio, em conformidade com sanções internacionais. Uma apresentação prevista para o público antecipado ocorre em telões nas janelas do prédio.

Relatos de comunicação entre a presidência da Bienal, o diretor-geral e a comissária russa, Anastasia Karneeva, foram citados como base inicial. A Biennale Foundation informou que a participação da Rússia foi planejada com “absoluta observância às regras”, dentro dos marcos legais nacionais e internacionais. O Ministério da Cultura mantém posição de oposição ao Pavilhão Russo.

Nesta semana, a União Europeia anunciou corte de financiamento à Bienal de Veneza, estimado em cerca de 2,3 milhões de euros, em resposta às controvérsias envolvendo o pavilhão russo. O montante foi ligado ao impacto humano da invasão da Ucrânia desde 2022, incluindo milhares de civis.

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