- Novo relatório alerta que crime ambiental e militarização ameaçam territórios indígenas na Amazônia, com acesso a recursos naturais restringido e impactos à saúde por poluição de mineração.
- Organizações criminosas, como CV e PCC no Brasil e ELN na Colômbia, substituem ou fragilizam a governança estatal em parte da região, impondo controles sociais e econômicos locais.
- A presença de crime gera deslocamento, degradação ambiental e contaminação por mercúrio em rios e peixes, afetando principalmente comunidades indígenas.
- Ações associadas, como mineração ilegal de ouro e tráfico de drogas, estão conectadas a mercados globais lucrativos e causam danos geracionais às comunidades.
- Autoridades e governos costumam adotar militarização ou outras estratégias repressivas que não resolvem as causas profundas; as comunidades indígenas defendem maior inclusão e participação em discussões internacionais.
O novo relatório aponta que crime ambiental e militarização representam ameaça existencial para territórios indígenas na Amazônia. O estudo, divulgado antes do UNPFII, traz impactos em acesso a recursos, saúde e governança.
A pesquisa, produzida pela Amazon Watch, afirma que grupos criminosos ligados a mercados globais controlam áreas antes governadas pelo Estado. Citam-se o Comando Vermelho, PCC e ELN como exemplos de atuação regional.
Os impactos ocorrem em pelo menos dois terços dos municípios da Pan-Amazônia. Deslocamento, degradação ambiental e contaminação por mercúrio são alguns dos efeitos relatados.
A presença criminosa está ligada a delitos como garimpo ilegal e tráfico de drogas, com ações que se entrelaçam e fortalecem redes ilícitas. Tais atividades atingem comunidades, animais e rios.
No território Munduruku, o garimpo ilegal tem contaminado rios com mercúrio, gerando problemas de saúde, como diarreia e condições neurológicas em crianças. A situação persiste conforme o relatório.
Segundo o texto, respostas do governo, como militarização, podem agravar riscos e não resolvem as causas principais. Organizações indígenas teriam maior capacidade de proteção com apoio adequado.
O autor Rafael Hoetmer, da Amazon Watch, ressalta que governança participativa fortalece a resiliência local. Ele aponta carência de mecanismos que integrem conhecimento indígena às políticas públicas.
O relatório defende inclusão de povos originários em debates internacionais sobre crimes que afetam o meio ambiente, especialmente na conferência da ONU sobre crime transnacional organizado.
Entre na conversa da comunidade