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Por que Epstein queria uma mesquita particular

Anexo islâmico na ilha caribenha de Epstein, com objetos sagrados, levanta novas dúvidas sobre finalidade, ligações e objetivos ocultos

'Mesquita' de Jeffrey Epstein
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  • A reportagem do New York Times aponta que o anexo na ilha Little Saint James continha objetos preciosos de templos islâmicos, incluindo um pedaço da manta da Kaaba.
  • Acesso aos itens ocorreu possivelmente por meio de Aziza Al Ahmadi, assessora de um figurão saudita, que também intermediou o contato com o príncipe Mohammed bin Salman.
  • O complexo tinha traços islâmicos, foi inspirado em um antigo banho turco sírio do século XV, com cúpula dourada que acabou perdida em um furacão.
  • A construção chegou a ser descrita como “pavilhão de música” e, depois, como centro de práticas oculistas, levantando dúvidas sobre o objetivo da estrutura.
  • O caso de Epstein persiste como tema de teorias sobre suas ligações e riqueza, especialmente após o suicídio em 2019, que deixou várias perguntas sem resposta sobre sua conduta e privilégios.

O que Epstein construía na ilha Caribenha de Little Saint James ganhou mais uma camada de curiosidade. Um anexo com contornos islâmicos, apresentado como pavilhão de música, abrigava objetos preciosos de templos muçulmanos. A reportagem do New York Times destacou o acervo.

Entre as peças, havia azulejos do Azerbaijão, tapetes raros e até um fragmento da manta de seda que cobre a Kaaba, em Meca. A Kaaba é o santuário central da religião muçulmana e objeto de peregrinação anual para milhões de fiéis.

Como Epstein obtinha tais itens

A matéria aponta que a intermediação pode ter passado por Aziza Al Ahmadi, assessora de um influente empresário saudita. A pessoa trabalhou para aproximar Epstein do príncipe Mohammed bin Salman, hoje uma figura-chave no reino. Segundo a reportagem, ela também facilitou o acesso a peças do interior da Kaaba.

Detalhes da construção

Epstein mandou erguer o conjunto com moldura azul e branco, inspirado em um antigo banho turco sírio do século XV. Um artista romeno, Ion Nicola, coordenou o projeto, que foi coroado por uma cúpula dourada, hoje mencionada como perdida em um furacão.

A estrutura, inicialmente descrita como um centro de música, passou a levantar dúvidas sobre seu objetivo. A presença de objetos sagrados em um local privado alimenta especulações sobre funções distintas.

Perguntas ainda sem resposta

Uma linha de investigação questiona como Epstein, considerado apenas um professor de matemática, reuniu uma fortuna de mais de 500 milhões de dólares para financiar tais acervos. O caso continua cercado de incertezas, mesmo após seu falecimento.

O suicídio em 10 de agosto de 2019, em cela sob vigilância, permanece no centro de teorias sobre a rede de Epstein. A associação mais famosa, o príncipe Andrew, também ficou sob escrutínio, sem conclusão definitiva.

Mantêm-se as incógnitas

A reportagem levanta ainda a hipótese de que a mesquita privada poderia ter finalidades diversas, além de caprichos de um colecionador. As perguntas sobre a origem e o uso dos objetos permanecem sem resposta até o momento.

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