- O Ministério da Defesa informou que o desfile do Dia da Vitória terá uma coluna de academias militares, sem equipamentos passando diante do mausoléu de Lenine, em Moscou.
- A justificativa é a “situação operacional atual”, sinalizando possíveis dificuldades militares na Ucrânia diante de ataques à infraestrutura de petróleo e gás da Rússia.
- O desfile não terá o tradicional sobrevoo de aeronaves; o formato ampliado dos últimos anos permanece reduzido desde 2022, com apenas um tanque em 2024.
- Mesmo com acrobacias aéreas previstas, o contexto é de tensão: interrupções na internet em várias regiões russas e ataques à refinaria de Tuapse, que evidenciam vulnerabilidade econômica.
- O governo cita fatores como escassez de mão de obra e mobilização parcial de 2022 para explicar o cenário interno, em meio a dúvidas sobre a capacidade de proteção da capital durante o conflito.
O desfile do Dia da Vitória em Moscou foi reduzido neste ano, 9 de maio, marcando menos exposição de armamentos. Putin participou de uma cerimônia com menor aparato militar, sem passagem de tanques diante do mausoléu de Lenin. A mudança foi anunciada pelo Ministério da Defesa.
Segundo o órgão, o desfile contará com uma coluna de academias militares e das Forças Armadas, com marcha a pé. Não haverá apresentação de equipamento militar passando pela área central. O comunicado cita a “situação operacional atual” como justificativa.
A preparação para o evento ocorreu em meio a ataques ucranianos contra infraestrutura de petróleo e gás da Rússia, que teriam causado danos significativos. A ofensiva também impacta a percepção de força militar no país.
Desfiliados de eventos anteriores, os trechos com aeronaves de combate ficaram de fora, mantendo o foco em elementos cadetes e em uma menor demonstração de poder. Em anos recentes, o desfile já foi mais discreto ou cancelado.
Para este ano, o Ministério da Defesa promete acrobacias aéreas com o padrão tricolor russo. A cerimônia ocorre em um momento de pressão econômica e social, com reportes de internet instável e críticas esparsas à gestão pública.
Autoridades destacam que o evento mantém tradicionalmente o sobrevoo e a exibição de destrezas aéreas. Contudo, o conteúdo do desfile permanece mais contido do que em edições anteriores.
Analistas observam que a escolha de reduzir a ostentação pode refletir a atual mobilização militar no país. A depender do andamento do conflito, novas medidas de segurança e de contenção podem ser avaliadas pelas autoridades.
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