- O primeiro voo comercial direto entre os Estados Unidos e a Venezuela em sete anos decolou de Miami às 10h26 (horário local) e pousou em Caracas às 13h15, marcando o fim do isolamento aéreo.
- O voo 3599 da Envoy Air, empresa subsidiária da American Airlines, transportou empresários, representantes do governo dos EUA e jornalistas, após atraso de partida.
- A retomada ocorre no contexto de reaproximação entre os dois países, com autoridades dos EUA e do governo interino venezuelano trabalhando para normalizar as relações e com a reabertura de embaixadas.
- A Envoy Air operará voo diário para a Flórida; a Laser Airlines deve iniciar serviço semelhante a partir de 1º de maio, com um segundo voo diário entre Miami e Caracas programado para começar em 21 de maio.
- O Departamento de Estado mantém o aviso de viagem para a Venezuela, classificada no Nível 3 devido a riscos de crimes, sequestros, terrorismo e infraestrutura de saúde inadequada; a autorização de retorno à Venezuela tem validade de dois anos.
O primeiro voo comercial direto entre os Estados Unidos e a Venezuela em sete anos decolou nesta quinta-feira, 30, de Miami e chegou a Caracas no início da tarde. A iniciativa marca o recomeço das ligações aéreas após a prisão de Nicolás Maduro.
O voo 3599, da Envoy Air, empresa subsidiária da American Airlines, saiu de Miami com atraso humano às 10h26 locais. Seguiram-se empresários, representantes do governo dos EUA e jornalistas a bordo.
A aeronave Embraer 175 aterrissou no Aeroporto Simón Bolívar, em Maiquetía, perto de Caracas, às 13h15 locais. O pouso ocorreu poucos minutos antes do previsto, sinalizando o fim do isolamento aéreo entre os dois países.
Retomada de voos e contexto
A American Airlines é a primeira companhia a retomar operações para a Venezuela sob o novo arranjo bilateral. A reaproximação envolve a reabertura da embaixada dos EUA em Caracas, no fim de março, e a repatriação de missões diplomáticas.
Washington e o governo interino de Delcy Rodríguez trabalham na normalização gradual das relações, com foco em áreas econômicas e diplomáticas. As autoridades venezuelanas também buscaram restabelecer representações em Washington.
O governo americano tem sinalizado flexibilização gradual das sanções contra a Venezuela. Em contrapartida, a Venezuela aprovou novas leis sobre hidrocarbonetos e mineração para atrair investimentos privados.
Nicolás Maduro, capturado em janeiro passado em Caracas, enfrenta quatro acusações nos EUA, incluindo narcoterrrorismo, e permanece em uma penitenciária de Nova York com a esposa. O caso sustenta o cenário de tensão entre as nações.
Frequência e serviços futuros
A Envoy Air deverá operar voos diários entre Miami e Caracas, servindo a comunidade venezuelana no sul da Flórida, estimada em cerca de 250 mil pessoas. Laser Airlines anunciará serviço similar a partir de 1º de maio.
Um segundo voo diário na rota Miami-Caracas está previsto para começar em 21 de maio, segundo a empresa. A expansão visa ampliar conectividade entre os dois países e facilitar deslocamentos.
Apesar da retomada, o Departamento de Estado americano recomenda cautela para viagens à Venezuela. O país permanece classificado como Nível 3, com riscos de crime, sequestro, terrorismo e saúde pública.
A Envoy Air apresentou o pedido de retomada da rota em fevereiro, recebendo a aprovação do governo dos EUA em março. A autorização, com voos para Maracaibo, tem validade de dois anos. A American Airlines operava na Venezuela desde 1987.
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