- O senador democrata Jack Reed, da comissão de serviços armados do Senado, disse em audiência que Pete Hegseth não transmitiu ao presidente Trump uma visão precisa da guerra no Irã, recorrendo a declarações “perigosamente exageradas”.
- A oitiva abriu o segundo dia de testemunhos sobre o orçamento militar de 1,45 trilhão de dólares e a guerra com o Irã, que permanece estagnada após oito semanas.
- Reed acusou o governo de ir à guerra sem estratégia coerente e de não consultar o Congresso, criticando as declarações de Hegseth sobre uma suposta vitória.
- O senador citou ações de Hegseth, como priorizar agenda pessoal, demitir comandantes e bloquear promoções, além de mencionar a participação de Kid Rock em uma base militar.
- Hegseth contrapôs, chamando críticos de derrotistas, e manteve sua defesa quanto aos desafios da operação e às decisões tomadas.
O senador democrata Jack Reed criticou o relatório apresentado pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth, durante audiência no Senado. Reed afirmou que as informações repassadas ao ex-presidente Donald Trump exageraram a vitória militar sobre o Irã e não refletem a realidade do conflito. As declarações ocorreram na abertura da segunda sessão de depoimentos sobre o orçamento de defesa de US$ 1,45 trilhão.
Hegseth e o chairman Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, testemunham sobre o orçamento militar no Congresso. A audiência ocorre oito semanas após o início dos combates com o Irã, que permanece sem uma resolução clara e com o estreito de Hormuz sob controle iraniano.
Protestos ocorreram durante a sessão, com manifestantes apontando críticas ao curso da operação. A abertura do debate foi marcada por perguntas sobre estratégia, custos e consequências para a população americana, que enfrenta impactos econômicos, como pressão nos preços de combustíveis.
Reed afirmou que o país não teve uma estratégia coerente para o conflito e acusou Hegseth de apresentar uma narrativa favorável. O senador ressaltou que o regime iraniano mantém reservas de urânio e que a força militar, sem plano sólido, pode comprometer resultados a longo prazo.
O parlamentar também citou decisões tomadas por Hegseth, como ajustes na estrutura do Pentágono, mudanças em políticas internas e escolhas de visitas e promoções de oficiais. Reed apontou que tais ações podem afetar a experiência militar e a moral das tropas.
Hegseth respondeu às críticas, destacando fatores de desgaste político e enfatizando a necessidade de ações firmes. A troca incluiu menções à retórica de confronto com o Irã e a defesa de medidas para evitar “engenharia” de estratégias que possam prejudicar operações futuras.
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