- Mais de 150 ativistas pró-palestinos a bordo de navios com destino a Gaza foram levados para Creta, na Grécia, após a apreensão das embarcações por forças israelenses em águas internacionais.
- Quatro brasileiros confirmados como detidos são: Thiago Ávila, Amanda Coelho Marzall, Leandro Lanfredi de Andrade e Thainara Rogério, integrando a delegação brasileira da missão.
- Beatriz Moreira de Oliveira seguiu viagem no barco Amazona, que teria entrado em águas gregas após contornar as forças israelenses; as coordinadoras brasileiras Lisi Proença e Ariadne Teles desembarcaram na Itália para apoiar a equipe.
- Segundo os organizadores, 168 integrantes da flotilha foram transferidos para embarcações gregas a partir de um navio da Marinha de Israel, após interceptação perto de Creta.
- Governos europeus expressaram preocupação; Alemanha, Itália e Espanha acompanharam o caso, enquanto França destacou que a segurança de seus cidadãos é prioridade e pediu respeito ao direito internacional.
O grupo Global Sumud anunciou que mais de 150 ativistas pró-palestinos, a bordo de navios humanitários com destino a Gaza, foram levados nesta sexta-feira 1º para Creta, na Grécia. A operação ocorreu após a interceptação das embarcações por forças israelenses em águas internacionais.
Os ativistas presos integram a segunda flotilha Global Sumud, que busca levar ajuda humanitária a Gaza e romper o bloqueio. Na quinta-feira, quatro brasileiros foram confirmados entre os detidos: Thiago Ávila, Amanda Coelho Marzall, Leandro Lanfredi de Andrade e Thainara Rogério. Eles faziam parte da delegação brasileira.
Beatriz Moreira de Oliveira, também brasileira, seguiu viagem no barco Amazona, que teria evitado as forças israelenses e entrado em águas gregas. Coordenações da Global Sumud Brasil, Lisi Proença e Ariadne Teles, estavam no navio Saf Saf e desembarcaram na Sicília para apoiar a equipe em terra.
Deslocamento e localização
Imagens da Reuters mostraram a chegada dos ativistas a Creta, onde foram recebidos por equipes de apoio. Segundo organizadores, 168 integrantes foram transferidos para embarcações gregas. Um navio da Marinha israelense conduziu os ativistas até terra firme.
Reações e contexto internacional
O Ministério das Relações Exteriores de Israel classificou os organizadores da flotilha como provocadores profissionais e afirmou que a operação visava cumprir o bloqueio a Gaza. Governos europeus manifestaram preocupação, com a Alemanha e a Itália em declaração conjunta. Espanha informou que 30 espanhóis chegaram a Creta e que um permanece sob custódia israelense. França confirmou 15 detidos, segundo o porta-voz do Quai d’Orsay, enfatizando a necessidade de respeitar o direito internacional.
Contexto de ajuda humanitária
Israel contesta restrições no abastecimento à Faixa de Gaza, enquanto organizações humanitárias dizem que a ajuda continua insuficiente, mesmo após o cessar-fogo de outubro passado. Relatórios indicam que, além das 22 embarcações interceptadas na quarta-feira, outras 47 ainda operavam ao sul de Creta, com cerca de uma tonelada de suprimentos em cada embarcação.
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