- O presidente da Federação Palestina de Futebol, Jibril Rajoub, recusou apertar a mão do vice-presidente da Federação de Israel, Basim Sheikh Suliman, em congresso da Fifa, em 30 de abril de 2026.
- O gesto ocorreu após Gianni Infantino convidar ambos ao palco para um aperto de mão, o que Rajoub não aceitou.
- Infantino defendeu cooperação entre as partes durante o evento, dizendo que vão trabalhar juntos para dar esperança às crianças.
- A situação ocorre em meio a uma disputa sobre clubes israelenses em assentamentos na Cisjordânia, com a Palestina argumentando que equipes nessas áreas não disputem competições organizadas por Israel.
- A vice-presidente da federação palestina, Susan Shalabi, afirmou que a recusa foi deliberada e reflete o posicionamento político da entidade; Rajoub havia falado anteriormente sobre regras internacionais e possíveis violações envolvendo associações nacionais.
O presidente da Federação Palestina de Futebol, Jibril Rajoub, recusou apertar a mão do vice-presidente da Federação de Israel, Basim Sheikh Suliman, durante o congresso da Fifa realizado em 30 de abril de 2026. O momento ocorreu na presença do presidente da Fifa, Gianni Infantino, que convidou os dois para o gesto de aproximação.
A cena ocorreu no evento da Fifa, em que temas sobre futebol e política foram discutidos. Infantino pediu que os representantes se aproximassem, mas Rajoub manteve a distância. Em resposta, o dirigente palestino não houve o cumprimento.
Disputa entre federações
A tensão envolve a atuação de clubes israelenses em assentamentos na Cisjordânia, território reivindicado pela Palestina para um futuro Estado. A federação palestina sustenta que equipes instaladas nessas áreas não devem disputar competições organizadas por Israel.
A Fifa informou que não aplicará sanções contra a federação israelense nem contra seus clubes, citando uma ação jurídica indefinida da Cisjordânia. A defesa palestina recorreu à Corte Arbitral do Esporte contra a decisão da Fifa.
Após o episódio, a vice-presidente da federação palestina, Susan Shalabi, informou à Reuters que a recusa foi deliberada e reflete o posicionamento político da entidade. Mesmo assim, Rajoub havia enfatizado, minutos antes, a defesa do cumprimento das regras internacionais e de alerta sobre violações envolvendo associações nacionais.
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