- Os Estados Unidos sancionaram três casas de câmbio iranianas para frear o fornecimento financeiro ao Irã e avisaram sobre futuras sanções ao sistema de pedágio no Estreito de Ormuz, vital para o petróleo mundial.
- O estreito está bloqueado pelo Irã desde ataques iniciados no fim de fevereiro, segundo as autoridades norte‑americanas.
- O Departamento de Estado sancionou a Qingdao Haiye Oil Terminal Co., Ltd., por importar dezenas de milhões de barris de petróleo iraniano, fortalecendo a pressão sobre a receita de Teerã.
- O governo Trump também anunciou tarifas de 25% sobre carros e caminhões importados da União Europeia, com início previsto para a próxima semana, como resposta ao que chamou de descumprimento do acordo comercial.
- A União Europeia aprovou o acordo comercial com salvaguardas, incluindo caducidade, ativação e suspensão, e a remoção de 50% das tarifas de certos itens um mês após o acordo de Turnberry. O Parlamento Europeu continua negociando detalhes e propostas para ampliar acesso a produtos americanos.
Os Estados Unidos anunciaram novas sanções contra o Irã nesta sexta-feira, direcionadas a três casas de câmbio que movimentam recursos financeiros voltados ao governo iraniano. As medidas buscam pressionar Teerã a reduzir ações que os EUA classificam como desestabilizadoras.
O Departamento do Tesouro informou que a ação visa dificultar operações financeiras que financiem atividades do governo iraniano. As sanções também incluem possíveis restrições futuras a outras entidades ligadas ao sistema de pagamentos e ao comércio.
O governo americano ampliou a pressão ao indicar que vai monitorar transações que envolvam o operador de um terminal de petróleo na China, ligado a importações de petróleo bruto do Irã. A regra vale mesmo para operações realizadas por meio de entidades estrangeiras.
O Departamento de Estado acrescentou que a Qingdao Haiye Oil Terminal Co., Ltd. importou dezenas de milhões de barris de petróleo iraniano, gerando receita relevante para o Irã. As autoridades americanas afirmam buscar responsabilidade de Teerã e de seus parceiros.
O bloco de sanções envolve a ideia de responsabilizar empresas que operam no sentido de facilitar o comércio com o Irã, inclusive por meio de portos e terminais estratégicos. A medida acompanha ações anteriores contra entidades regionais.
Apesar das medidas, o governo iraniano mantém a operação de pedágio no Estreito de Ormuz sob discussão e ameaça. O estreito é essencial para o fluxo mundial de petróleo e tem sido alvo de tensões regionais.
Novas tarifas para a UE
Ainda nesta sexta, o ex-presidente Donald Trump anunciou tarifas de 25% sobre carros e caminhões importados da União Europeia, com início previsto para a próxima semana. A justificativa é a não observância do acordo comercial entre as partes.
Trump afirmou, em rede social, que veículos fabricados nos EUA ficarão sem tarifas. Ele afirmou que há investimentos recordes na indústria automobilística norte-americana e que novas unidades devem ser inauguradas em breve.
O acordo entre EUA e UE foi firmado em julho do ano passado, em meio a disputas sobre tarifas. A UE aceitou tarifa de 15% sobre determinados produtos, após o governo americano ter avaliado tarifas de até 30%.
A versão do acordo inclui compromissos de investimento e compras incrementais de energia e equipamentos de defesa. Entre as promessas, a UE se comprometeu a investir na economia norte-americana e adquirir itens estratégicos dos EUA.
Progresso da aprovação na UE
Em março, o Parlamento Europeu aprovou o tratado com salvaguardas, que preveem caducidade, ativação futura e suspensão em cenários de não cumprimento. A votação manteve a reserva sobre tarifas de aço, alumínio e conteúdos específicos.
O comissário de Comércio da UE destacou o voto como um avanço que aumenta a segurança para empresas europeias. Representantes dos EUA na União Europeia também celebraram o resultado, apontando avanços no acordo.
Antes da conclusão, as estruturas legislativas da UE discutem ajustes para eliminar tarifas sobre produtos industriais dos EUA, ampliar o acesso a produtos agrícolas americanos e manter a isenção sobre lagostas, conforme acordos de 2020.
Fontes oficiais ressaltam que o diálogo entre Parlamento e governos europeus seguirá para definir detalhes do texto final, com negociações ainda em curso.
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