- A República Democrática do Congo planeja exportar 500 mil toneladas métricas de cobre para os Estados Unidos, cinco vezes o compromisso feito pela estatal Gécamines SA em janeiro.
- O governo, por meio da Gécamines, afirma que exportar cobre já está se tornando realidade, com críticas sobre transparência e riscos de corrupção.
- O país não rompe com a China, mantendo parceria estratégica após assinatura de memorando de cooperação em março sobre recursos minerais.
- O cobre deve vir principalmente de minas no sudeste, incluindo Tenke Fungurume, operada por uma subsidiária local da CMOC Group Ltd. em parceria com a Gécamines, que já enfrentou acusações de violações e poluição.
- Com instabilidade no leste e controle de parte da região por grupos armados, o governo criou, em abril, uma guarda mineira para proteger minas e cadeias de suprimento, conforme relatos sobre relações com os Estados Unidos e Emirados.
O governo da República Democrática do Congo (DRC) pretende exportar 500 mil toneladas métricas de cobre para os Estados Unidos, um aumento considerável em relação aos 100 mil toneladas anunciados em janeiro pela estatal Gécamines SA. A decisão sinaliza a intenção de a DRC ampliar suas vendas externas por conta própria.
A informação foi detalhada por fontes próximas ao processo, citando que o objetivo é diversificar o acesso aos metais e reduzir a dependência de um único parceiro. O aumento ocorre mesmo diante de sinais de que o país não rompe com a China como rota principal de comércio.
A iniciativa ocorre em um contexto de relações comerciais com a China, que continua presente após um memorando de cooperação sobre recursos minerais assinado entre os dois países em março. A assinatura aponta para continuidade de parcerias de longo prazo.
Há pouca transparência pública sobre os contratos que permitirão o aumento das exportações para os EUA, e não há clareza sobre impactos sociais e ambientais da expansão da extração. Críticos destacam riscos de corrupção e de violação de padrões ambientais.
Segundo representantes da sociedade civil, há preocupações sobre processos de licitação, fiscalização e participação de comunidades locais. Observa-se a possibilidade de impactos ambientais e conflitos com comunidades próximas aos locais de mineração.
Algumas informações indicam que o cobre pode ser extraído de minas no sudeste da DRC, incluindo Tenke Fungurume, operada por uma controlada da CMOC Group Ltd. em parceria com a Gécamines. A mineradora já enfrentou denúncias de violações e poluição.
Contexto regional envolve o M23, grupo armado que atua no leste do país desde 2025, com controle sobre trechos da fronteira com Ruanda. Em Washington, acordos de paz e cooperação foram firmados no final de 2023, com menção a facilitação de ativos minerais para empresas estrangeiras.
Neste mês, a Virtus Minerals, com base nos EUA, assinou acordo para acesso a cobre e cobalto no sudeste da DRC. Empresas americanas também demonstram interesse em depósitos de cobre em áreas sob influência do M23.
Além disso, em abril, o DRC anunciou a criação de uma unidade de “guarda mineira” para proteger minas e a cadeia de suprimento de minerais. A força terá financiamento internacional e relação com autoridades reguladoras, sem detalhar papéis específicos de parceiros.
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