- A França apresentou um mapa do caminho para reduzir drasticamente os combustíveis fósseis, com metas de carvão até 2030, petróleo até 2045 e gás fóssil até 2050.
- As medidas devem valer para a Guiana Francesa e todos os territórios ultramarinos, conforme o embaixador Benoit Faraco.
- O anúncio ocorreu durante a Conferência sobre a Transição para Longe dos Combustíveis Fósseis, realizada em Santa Marta, na Colômbia, em meio a pressões políticas internacionais.
- Entre as ações, a França planeja fechar as duas últimas usinas a carvão até 2027 e eletrificar o transporte para reduzir o consumo de petróleo, além de desenvolver aquecimento alternativo e eficiência energética.
- A estratégia inclui a meta de que os territórios ultramarinos atinjam matriz elétrica 100% limpa até 2030, com aposta em hidrogênio e biomassa líquida.
França apresentou um roteiro para abandonar os combustíveis fósseis, com foco na transição energética. O mapa aponta metas para eliminação de carvão até 2030, petróleo até 2045 e gás fóssil até 2050, em fins energéticos.
O anúncio ocorreu durante a Primeira Conferência sobre a Transição para Longe dos Combustíveis Fósseis, em Santa Marta, Colômbia. A Guiana Francesa e territórios ultramarinos ficam incluídos no plano, segundo o embaixador Benoit Faraco.
O documento foi elaborado ao longo de anos, com prioridade nos últimos quatro meses, a pedido do presidente Emmanuel Macron. A França destaca que a transição deve beneficiar comunidades locais e povos indígenas e reduzir dependência de fósseis.
Condições e metas regionais se conectam
Faraco afirmou que a Guiana Francesa terá matriz elétrica 100% limpa até 2030. Em relação a investimentos, há ênfase em hidrogênio e biomassa líquida, além de reduzir o papel do carvão, petróleo e gás fóssil no território.
O embaixador ressaltou exemplos de sucesso, como La Réunion, onde 97% da energia já vem de fontes renováveis. Ele citou ainda que as metas francesas incluem 66% de veículos elétricos nas vendas até 2030 e incremento do transporte público.
Contexto internacional e participação
A conferência reuniu representantes de cerca de 56 países, com a presença da Colômbia como anfitriã. Países como Rússia, Estados Unidos e China não enviaram chefias, mas apresentaram representantes do governo e de agências.
A França se encontra entre as nações que apoiam um mapa do caminho para a descarbonização. O Brasil, pela via de um plano próprio, participou com representantes, sem a presença de ministros no evento.
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