Em Alta Copa do Mundo NotíciasPessoasAcontecimentos internacionaisConflitosPolítica

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Guadalupe Maravilla alega perfil racial pela polícia em Veneza para a Bienal

Artista Guadalupe Maravilla denuncia abordagem policial racista em Veneza, após instalação de obra na Bienal de 2026; situação levou à desescalada

Guadalupe Maraville: *ICE age Disease Thrower 4, healing instrument/altar/sculpture*, 2026.
0:00
Carregando...
0:00
  • O artista Guadalupe Maravilla, radicado em Nova York, foi a Veneza no fim de semana passado para finalizar a instalação de seu trabalho na Bienal de 2026.
  • Ao deixar o Arsenale, dois policiais o abordaram, pediram documentos e chamaram reforços, tentando detê-lo; ele afirma ter conseguido sair após a tentativa de detenção.
  • Maravilla descreve a abordagem como perfil racial e informou ao ARTnews a busca de comentários da Biennale e da Carabinieri.
  • Na Bienal, ele apresentará novas versões de esculturas da série Disease Thrower, com foco nas injustiças enfrentadas por comunidades latinas nos Estados Unidos e na detenção de migrantes.
  • Além da Bienal, a obra do artista integra outras exposições; ele também trabalha em ações comunitárias e defesa de imigrantes, destacando a necessidade de cuidado e cura em resposta a condições de vulnerabilidade.

Guadalupe Maravilla, artista sediado em Nova York, foi a Veneza na última semana para finalizar a instalação de sua obra na Bienal de Veneza 2026. Após deixar o Arsenale, um dos principais espaços do evento, dois policiais o abordaram, com tentativa de detenção. O episódio ocorreu no centro da cidade, sem indicar elementos de violência.

Segundo a ARTnews, Maravilla relatou que foi abordado ao vivo pelas ruas de Veneza, teve documentos solicitados e a chegada de apoio policial, o que elevou a tensão e quase resultou em prisão. Ele afirma ter conseguido desescalar a situação e seguir viagem.

Maravilla trabalha com a série Disease Thrower, esculturas que convidam à cura física e social. Em Veneza, ele planeja apresentar novas versões dessas peças, associando-as a injustiças enfrentadas por comunidades Latinas e à detenção de migrantes em instalações de fiscalização.

O artista vincula a experiência ao tema da instalação: padrões de vigilância e controle racial não se restringem a um país, mas têm alcance global. Maravilla destacou seu passado como migrante e o impacto de detenções de menores imigrantes no contexto dos EUA.

Além da Bienal, a obra de Maravilla integra exposições coletivas em museus como Hammer Museum (Los Angeles) e Buffalo AKG Art Museum (Nova York), além de participação na Diriyah Biennale (Arábia Saudita). Na próxima semana, uma mostra em Wisconsin reúne seu trabalho à de Emery Blagdon.

Maravilla também atua em iniciativas comunitárias, com mutual aid, alimentação e assistência a imigrantes. Em entrevista, reforçou o compromisso com cuidados de longo prazo e com o healing em comunidades vulneráveis, tanto nos EUA quanto no exterior.

A equipe da Biennale e a defesa civil local foram procuradas pela ARTnews para comentar o episódio, que ocorre em meio a críticas sobre abordagens policiais e raciais durante eventos culturais internacionais.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais