- O FBI alerta que quem trabalha com hackers chineses pode ser preso ao deixar a China, dizendo que a proteção dentro do país não vale na fronteira, em meio à extradição de Xu Zewei para os EUA.
- Xu Zewei, de 34 anos, foi extraditado da Itália para os Estados Unidos; é acusado de participação em campanhas de invasões cibernéticas em 2020 e 2021, supostamente a mando do governo chinês.
- O extraditado, preso em Milão em julho de 2025, e outros cúmplices teriam invadido universidades e pesquisadores de Covid-19, incluindo imunologistas e virologistas.
- As ações incluíram exploração de vulnerabilidades no Microsoft Exchange Server, fazenda conhecida como campanha Hafnium, além de ataques a escritórios de advocacia e a formuladores de políticas dos EUA.
- O governo chinês contesta as acusações, afirmando que o caso é motivado politicamente; o Departamento de Justiça dos EUA mantém as acusações contra Zewei e seus colaboradores.
A possibilidade de prisão de hackers chineses que viajam para fora da China foi comentada pelo FBI, que afirmou que a prática de contornar a lei está em crescimento. A observação ocorreu dias após a extradição de um cidadão chinês para os EUA.
Xu Zewei, 34 anos, foi extraditado da Itália para os Estados Unidos. O processo ocorreu após decisão judicial italiana que autorizou a transferência, com Zewei sob acusações por invasões cibernéticas em 2020 e 2021, supostamente sob orientação de entidades estatais chinesas.
O arresto de Zewei ocorreu em Milão, em julho de 2025, antes da entrega aos EUA. As autoridades italianas extraditaram o suspeito, que atuava junto a cúmplices, segundo o Departamento de Justiça.
Acusação e alvos
A acusação aponta invasões a universidades estadunidenses e a pesquisadores de vacinas, tratamentos e testes da Covid-19. Zewei e associados teriam informado as ações ao Escritório de Segurança do Estado de Xangai, órgão de inteligência chinês.
Os investigadores também ligam o grupo a vulnerabilidades exploradas no Microsoft Exchange Server, na campanha amplamente reconhecida como Hafnium. A ofensiva também atingiu escritórios de advocacia e instâncias políticas dos EUA, de acordo com o DOJ.
Liu Pengyu, porta-voz da embaixada chinesa em Washington, contestou o caso, afirmando que as acusações são infundadas, com motivação política e violação de direitos do cidadão. O governo chinês nega envolvimento direto.
Advogados de Zewei não responderam a pedidos de comentário. As autoridades dos EUA destacam que Zewei trabalhou para um contratado da China, participando de operações cibernéticas de grande escala.
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