- Irã avalia usar golfinhos armados com minas no estreito de Ormuz para reagir ao bloqueio dos EUA.
- A Guarda Revolucionária divulgou um mapeamento de cabos submarinos na região, sugerindo mira na infraestrutura de telecomunicações.
- O jornal Wall Street Journal aponta que o corte de cabos poderia afetar a internet global; o uso de golfinhos seria uma tática inédita.
- O Irã encaminhou uma nova proposta de negociação ao Paquistão, mediador entre Teerã e Washington; o presidente dos Estados Unidos disse não estar satisfeito com o texto.
- O bloqueio já impacta a economia iraniana, com o rial atingindo valor baixo frente ao dólar.
O Irã avalia usar golfinhos armados com minas para ações no estreito de Ormuz contra o bloqueio imposto pelos Estados Unidos. A informação aparece em reportagem do Wall Street Journal, publicada na quinta-feira (30 abr 2026). A Guarda Revolucionária é a fonte das discussões.
Segundo a Tasnim, agência vinculada à Guarda, foi divulgado um mapeamento de cabos submarinos de telecomunicações no estreito. A divulgação pode indicar que Teerã considera atacar infraestrutura de telecomunicações na região.
O jornal americano aponta que o corte de cabos poderia afetar o tráfego global de internet. A estratégia com golfinhos seria uma tática inédita em conflito na região do Oriente Médio. O estreito de Ormuz é uma rota-chave para petróleo e GNL.
O Irã enfrenta dificuldades diante do bloqueio naval que restringe a passagem de navios na área. Estima-se que cerca de 20% do petróleo e do GNL consumidos mundialmente passam pelo estreito.
O governo norte-americano informou, via presidente Donald Trump, que o bloqueio está impactando a economia iraniana. Relatos atribuem queda de reservas e estoques de petróleo à medida de restrição.
No mercado, o rial atingiu recorde de desvalorização frente ao dólar na semana anterior, após o endurecimento das sanções. A volatilidade cambial intensificou preocupações econômicas no país.
Irã encaminha nova proposta
Nesta sexta-feira (1º mai 2026), Teerã enviou uma nova proposta de negociação ao Paquistão, mediator entre Irã e EUA. O documento foi entregue a canais de mediação paquistaneses, usados para tratar o tema de forma indireta.
Em resposta, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que não está satisfeito com o conteúdo apresentado. Segundo ele, o governo americano acompanhará os próximos passos para avançar ou não em um acordo.
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