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Irã danifica a maioria das instalações militares dos EUA no Oriente Médio

Irã danificou ao menos dezesseis instalações militares americanas no Oriente Médio, em eight países, com custos de guerra estimados entre US$ 25 bilhões e US$ 50 bilhões

Imagem de satélite mostra a base americana "Tower 22", na Jordânia, que foi alvo de ataque de drone que matou 3 militares dos EUA.
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  • A CNN revelou que o Irã e seus aliados danificaram pelo menos 16 instalações militares americanas em oito países do Oriente Médio, tornando algumas praticamente inutilizáveis.
  • O levantamento combinou dezenas de imagens de satélite com entrevistas de fontes nos EUA e em países árabes do Golfo.
  • Os alvos principais incluíam radares avançados, sistemas de comunicação e aeronaves, recursos caros e difíceis de substituir.
  • O custo da guerra para os EUA foi estimado entre US$ 25 bilhões e, segundo fontes, entre US$ 40 bilhões e US$ 50 bilhões.
  • Aliados no Golfo abrigam bases americanas e criticaram Washington por ter iniciado a guerra sem consultá-los, ressaltando que a aliança pode não ser exclusiva.

Uma investigação da CNN aponta que o Irã e seus aliados danificaram pelo menos 16 instalações militares americanas em oito países do Oriente Médio. As ações teriam tornado algumas posições praticamente inutilizáveis, segundo o levantamento.

O estudo utilizou dezenas de imagens de satélite e entrevistas com fontes nos Estados Unidos e em países árabes do Golfo. A maior parte das instalações atingidas corresponde às bases já existentes na região, segundo um assessor do Congresso com conhecimento das avaliações.

Relatos indicam uma variedade de cenários nas avaliações: desde danos severos que inviabilizariam o funcionamento completo até alternativas que permitiriam reparos estratégicos. Uma segunda fonte norte-americana descreveu a situação como incomum para o nível de dano observado.

As imagens de satélite destacaram alvos como sistemas de radar avançados, redes de comunicação e aeronaves. Tais recursos costumam ser caros e difíceis de repor, o que agrava o impacto operacional para as forças americanas na região.

Um assessor do Congresso ressaltou que radares representam entre os itens mais caros e mais limitados, tornando-os alvos de alto valor tático para adversários. O custo agregado da guerra, divulgado no final de mês, aponta para dezenas de bilhões de dólares.

Na quarta-feira, o controlador do Pentágono informou aos legisladores que o conflito já gerou custos da ordem de 25 bilhões de dólares. Fontes próximas à discussão sugeriram números entre 40 e 50 bilhões de dólares, com margens de diferença conforme avaliações.

Aliados dos Estados Unidos no Golfo, que hospedam bases americanas, sofreram pressões dos ataques e criticaram, em privado, a linha de Washington de iniciar a guerra sem consulta. As fontes destacaram que a aliança com os EUA não pode ser vista como absoluta.

Mudanças na aliança regional

As avaliações indicam que ataques expuseram fragilidades na relação entre Washington e parceiros regionais. Uma fonte saudita afirmou que a guerra revelou vulnerabilidades na cooperação e na tomada de decisões conjuntas.

Analistas ressaltam que o episódio eleva a importância de estratégias de defesa compartilhadas e de coordenação entre aliados. O enfoque passa a incluir planejamento de reparos, substituição de equipamentos e reforço de capacidades de resposta.

Autoridades americanas devem apresentar próximos passos para mitigar riscos e reduzir vulnerabilidades. A evolução do cenário dependerá de novas avaliações de danos, de custos adicionais e de consultas com parceiros regionais.

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