- Uma lápide romana de cerca de 1.900 anos foi devolvida à Itália, em uma cerimônia em Roma liderada pelo FBI.
- O epitáfio em mármore está dedicado a Sextus Congenius Verus, um marinheiro romano.
- A peça também corresponde a uma peça que estava desaparecida do museu de Civitavecchia, perto de Roma, há décadas.
- A descoberta ocorreu no quintal de New Orleans, quando Danielle Santoro e Aaron Lorenz limparam a área e perceberam a inscrição em latim.
- A devolução faz parte do Acordo de Propriedade Cultural entre EUA e Itália, criado para coibir o tráfico de artefatos e preservar sítios arqueológicos.
O FBI formalizou a devolução de um epitáfio romano, quase 2 mil anos, encontrado no quintal de uma casa em New Orleans. O objeto foi entregue a autoridades italianas em Roma, durante uma cerimônia liderada pelo FBI, vinculada à recuperação de outra peça de origem italiana.
O artefato surgiu quando Danielle Santoro, antropóloga da Tulane University, e seu marido, Aaron Lorenz, limpavam a área externa de sua residência. Eles observaram uma laje de mármore com superfície suave e inscrições em latim que indicavam tratar-se de um epitáfio funerário.
Estudos realizados com a colaboração de especialistas do conhecimento clássico, incluindo Susann Lusnia da Tulane, mostraram que a peça era dedicada a Sextus Congenius Verus, figura naval e militar do século I ou II. A correspondência com registros de uma peça desaparecida de um museu próximo a Roma confirmou a identificação.
Histórico e ligações
Lusnia viajou a Civitavecchia para apurar a origem da lápide. Lá, constatou que o museu local havia sido amplamente danificado na Segunda Guerra Mundial e, ao reabrir em 1970, já havia perdido grande parte de seu acervo. A peça encontrada em New Orleans estava associada a esse contexto histórico.
A conexão com Erin Scott O’Brien, neta de um soldado americano, ajudou a esclarecer a trajetória da lápide. O’Brien disse que o avô guardou a peça em uma vitrine até sua morte, em 1986, sem esclarecer como a adquiriu. O caso ganhou novas informações de registros públicos ao longo das investigações.
A declaração do FBI reforça o papel das cooperações internacionais no combate ao tráfico ilícito de patrimônio cultural. A devolução fez parte de acordos culturais entre EUA e Itália, destacando o CPA, o mais antigo acordo bilateral de proteção de bens culturais na Europa, com restrições de importação para dificultar o financiamento de organizações criminosas.
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