- O prazo de sexta-feira, 1º de maio, expirou para o presidente dos Estados Unidos interromper a guerra no Oriente Médio ou obter autorização do Congresso para continuar o conflito, conforme lei de 1973.
- O governo de Donald Trump sinalizou que não seguirá a obrigação e avalia a continuidade de ataques ao Irã para pressionar negociações.
- O Irã ativou seu sistema de defesa antiaérea na noite de quinta-feira e prometeu reação “dolorosa e prolongada” a novas ações.
- O cessar-fogo vigente desde 7 de abril é citado por autoridades americanas como suspenso do relógio de sessenta dias para intervenção militar.
- O duplo bloqueio de Ormuz afeta a economia mundial, com alta recente no preço do petróleo e preocupações da ONU sobre impactos energéticos globais.
O governo dos Estados Unidos sinalizou que não cumprirá o prazo legal para interromper a guerra no Oriente Médio caso não haja autorização do Congresso. A decisão vem mesmo com o término do prazo, nesta sexta-feira, 1º de maio.
Segundo a autoridade responsável, o cessar-fogo em vigor desde 7 de abril interrompeu a contagem de 60 dias previstos pela lei de 1973 para ações militares sem aprovação legislativa. O governo afirma que as hostilidades iniciadas em 28 de fevereiro encerraram-se.
O anúncio ocorre em meio a sinais de que novas ações contra o Irã podem ser consideradas para pressionar Teerã a negociar. O Irã, por sua vez, activou seus sistemas de defesa antiaérea na noite de quinta-feira diante de ataques aéreos não especificados.
A tensão geopolítica também impacta o mercado de energia. O bloqueio mútuo de vias portuárias elevou o preço internacional do petróleo, com o Brent ultrapassando por momentos US$ 126 o barril, antes de recuar e ficar em cerca de US$ 111 na manhã de hoje.
O bloco econômico internacional aponta para riscos de interrupções em cadeias de suprimentos e inflação global. A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e a Agência Internacional de Energia destacam a gravidade da crise energética.
Na arena internacional, o secretário-geral da ONU pediu diálogo e caminhos para a paz, enfatizando a necessidade de evitar o agravamento da crise econômica global. A situação no Líbano também evoluiu com novos ataques israelenses no sul do país.
Na fronteira líbano-israelense, mortes e deslocamentos persiste m, com autoridades locais registrando dezenas de vidas perdidas e um grande número de pessoas obrigadas a abandonar casas. A comunidade internacional mantém a vigilância e busca soluções diplomáticas.
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