- O ex-líder Raúl Castro, 94 anos, participou da marcha do dia internacional do Trabalhador em Havana, trajando uniforme militar.
- A passeata seguiu pela orla da cidade e pela embaixada dos Estados Unidos, em meio a tensões entre Cuba e Washington e ao temor de ações militares, com bloqueio de petróleo vigente desde janeiro.
- Castro recebeu um livro com mais de 6 milhões de assinaturas cubanas, demonstrando apoio à defesa do país frente a possíveis ataques externos.
- A marcha foi mais contida neste ano, com mais de meio milhão de participantes em Havana, devido à incapacidade de a prefeitura fornecer transporte em razão do bloqueio.
- Ainda neste mês houve negociações entre Estados Unidos e Cuba, sem acordo divulgado; familiares de Castro teriam participado de conversas, e ele apareceu cansado, caminhando ao lado do presidente Miguel Díaz-Canel e sentando-se durante a cerimônia.
Raúl Castro, 94, participou da marcha do Dia Internacional dos Trabalhadores nesta sexta-feira, 1º, em Havana. O ex-líder caminhou em uniforme militar ao lado do presidente Miguel Díaz-Canel, em meio a uma mobilização que percorreu a orla e se aproximou da embaixada dos EUA.
A tensão entre Cuba e os Estados Unidos domina o cenário. Washington avalia novas medidas militares diante do histórico bloqueio imposto desde janeiro, que reduziu o fornecimento de petróleo e forçou o racionamento de serviços essenciais, provocando alerta de crise humanitária na ONU.
Apoio popular e participação de familiares
Cerca de meio milhão de pessoas foi contabilizado pela prefeitura de Havana, apesar de dificuldades logísticas decorrentes do bloqueio de petróleo. Um livro com mais de 6 milhões de assinaturas, representando quase dois terços da população, foi entregue a Castro como demonstração de apoio à defesa da pátria.
A marcha reuniu moradores como Milagros Morales, 34 anos, que afirmou que o povo permanece firme pela paz, sem abrir mão da defesa da nação. Além de Castro, delegações de Cuba e dos EUA participaram de negociações no mês, sem anúncio de acordo até o momento.
Filhos e netos da família Castro também estiveram envolvidos nos contatos com autoridades americanas, sinalizando influência contínua da família na política nacional, mesmo após a aposentadoria de Raúl Castro. Durante o ato, observou-se cansaço no ex-líder, que chegou a precisar se sentar em meio à celebração sob o sol caribenho.
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