- A escultura de cervo em origami da artista de Kiev, Zhanna Kadyrova, será o componente mais destacado do pavilhão da Ucrânia na Bienal de Veneza de 2026, após um percurso lento pela Europa até Veneza.
- A obra nasceu em 2018, quando Kadyrova foi contratada para regenerar um parque em Pokrovsk, sobre um pedestal que abrigava um bombardeiro soviético, com o cervo posicionado como símbolo de paz.
- Em 2024, com Pokrovsk no front, a evacuou foi organizada por Leonid Marushchak, e a escultura foi transferida para fora da cidade; há registro de um filme sobre o processo.
- A jornada percorreu Varsóvia, Praga, Viena, Bruxelas e Paris, com paradas em locais grandiosos; refugiados e moradores passaram a ver o cervo como símbolo de esperança e memória.
- Em Veneza, o cervo ficará próximo à entrada dos Giardini, suspenso por um guindaste, numa apresentação que dialoga com a controvérsia sobre o retorno da Rússia ao pavilhão da Bienal e as discussões sobre o papel da instituição.
O cervo de origami criado pela artista de Kyiv, Zhanna Kadyrova, percorre a Europa em uma viagem carrying significado. O objetivo é integrar a exposição da Ucrânia na Bienal de Veneza de 2026, após passar por várias capitais europeias.
A peça, desenvolvida para o parque de Pokrovsk, na região de Donetsk, foi removida em 2024 durante evacuações de museus. A operação envolveu autoridades locais, o artesão e a equipe da artista, com uso de guindastes e ferramentas pesadas.
O deslocamento começou em Varsóvia, seguiu para Praga, Viena, Brasa e Paris, antes de chegar a Veneza. Em cada parada, a obra é mostrada em ambientes históricos, ganhando novos significados como símbolo de resiliência.
Contexto e participação
A mostra de Ucrânia na Bienal recebe a peça com o título Security Guarantees, ironizando a ausência de garantias para o país. A curadoria envolve Leonid Marushchak, Ivanna Kozachenko e Ksenia Malykh, entre outros.
O projeto visa destacar a trajetória de refugiados e a perda de espaços culturais. O cervo tornou-se um símbolo de memória para moradores de Pokrovsk, que veem na obra um vestígio de uma cidade devastada pela guerra.
Chegada a Paris e previsão de exposição
Em Paris, a peça fica sob a supervisão de UNESCO, à espera de desembarque em Veneza. O posicionamento é planejado para marcar a entrada dos jardins Giardini, com uma montagem que sugere incerteza sobre o destino final da obra.
Ao chegar a Veneza, o cervo ficará suspenso por uma grua, próximo à entrada dos Giardini. A configuração pretende provocar reflexão sobre permanência e deslocamento de patrimônio cultural.
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