- Trump disse estar descontente com o ritmo das negociações com o Irã, em declarações feitas na sexta-feira.
- Há controvérsia sobre o prazo de sessenta dias para o Congresso encerrar o uso das Forças Armadas, com questionamentos legais sobre a existência de um cessar-fogo.
- A agência de notícias iraniana informou que Teerã enviou uma proposta de negociações a intermediários no Paquistão, ainda sem confirmação de recebimento pelos EUA.
- Os preços do petróleo recuaram após a notícia da oferta iraniana, em meio a um Estreito de Ormuz parcialmente fechado que impacta o comércio global.
- O governo sustenta que há cessar-fogo vigente, mas especialistas e opositores contestam a leitura legal, apontando riscos de hostilidades continuadas.
Trump afirma insatisfação com negociações com o Irã, em meio a dúvidas sobre um acordo
O presidente dos Estados Unidos afirmou na sexta-feira 1º de maio não estar satisfeito com o andamento das negociações com o Irã. Segundo ele, não houve progresso suficiente e o governo iraniano aparenta estar confuso após a morte de oficiais militares relevantes.
Apesar de um cessar-fogo, as partes ainda não chegaram a um acordo de longo prazo. A agência iraniana IRNA informou que Teerã enviou uma proposta de negociações a intermediários no Paquistão, sem detalhes públicos sobre o recebimento pelos EUA.
Preços do petróleo recuaram após a divulgação da proposta, compensando alta anterior provocada pela tensão no Estreito de Ormuz. O canal de navegação permanece principalmente fechado, com impactos econômicos globais.
O governo federal cita que o Comando Central dos EUA apresentou opções que vão desde ataques mais intensos até a conclusão de um acordo. A chamada Resolução dos Poderes de Guerra está em debate no Congresso.
Prazo legal e cessar-fogo
Em 2 de março, há 60 dias, o presidente informou o Congresso sobre ataques ao Irã. A lei exige o fechamento do uso das forças dentro desse prazo, salvo autorização posterior do Congresso.
Autoridades do governo defendem que o prazo está suspenso enquanto vigora o cessar-fogo. Secretário de Defesa, em audiência no Senado, afirmou que o período é pausado devido à situação atual. Senadores democratas contestam a leitura jurídica.
Especialistas divergem: uma leitura sustenta que o prazo permanece, outra ressalta que o cessar-fogo não elimina o tempo para autorizar ou encerrar operações. Pesquisadores indicam que bloqueio de portos iranianos também configura hostilidades.
Analistas destacam riscos contínuos para militares dos EUA, mesmo com o acordo em pauta. Especialistas ressaltam a necessidade de clareza jurídica ante decisões de política externa.
No discurso à imprensa, Trump afirmou que a Resolução dos Poderes de Guerra nunca foi plenamente cumprida e que muitos presidentes teriam extrapolado o prazo de 60 dias. A Administração segue buscando autorização legislativa para ações contra o Irã.
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