- O governo dos EUA enviou ao Congresso, na sexta-feira, 1º, uma carta afirmando que as hostilidades contra o Irã “terminaram”, evitando a necessidade de aprovação parlamentar para continuar a guerra.
- O prazo de 60 dias para a continuação das ações sem autorização do Congresso foi atingido nesta sexta-feira.
- Trump disse que seus antecessores também não buscaram aprovação do Congresso e que ele não seria diferente.
- Um oficial afirmou à Associated Press que as ações militares dos EUA no Irã foram efetivamente encerradas desde o cessar-fogo de 7 de abril.
- O Irã mantém o controle do Estreito de Ormuz e a Marinha dos EUA mantém bloqueio para impedir navios iranianos, mesmo com o cessar-fogo prorrogado.
O governo de Donald Trump enviou ao Congresso dos EUA uma carta afirmando que as hostilidades contra o Irã “terminaram”, mesmo com a presença militar americana no Oriente Médio. A mensagem foi enviada nesta sexta-feira, 1º, após o término do prazo de 60 dias para a autorização do Congresso.
Segundo o documento, a Casa Branca entende que a autorização legislativa não é necessária para encerrar as ações militares, sob a interpretação de que o Congresso não foi acionado previamente. A posição contrasta com a visão de que o prazo finalizaria a guerra caso não houvesse aprovação formal.
Trump afirmou que antecessores não buscaram aprovação para ações no exterior e que não seria diferente. O presidente também citou, sem detalhar, a opinião do Secretário de Defesa, Pete Hegseth, de que os dias de cessar-fogo não deveriam ser contados entre as hostilidades.
Um funcionário ouvido pela Associated Press disse que as ações no Irã foram efetivamente encerradas desde o cessar-fogo de 7 de abril. Apesar do cessar-fogo ter sido prorrogado, o Irã mantém o controle sobre o Estreito de Ormuz, e a Marinha dos EUA continua com o bloqueio de alguns petroleiros iranianos.
Carta
A carta destaca a visão de poder presidencial, ainda que juridicamente contestada, de que as operações militares poderiam seguir sem aprovação do Congresso. O documento não encerra o debate sobre se o conflito pode retornar, segundo a leitura de autoridades.
Trump ressaltou que, embora haja sucesso militar, a ameaça do Irã às Forças americanas permanece significativa. A Resolução sobre Poderes de Guerra permitia ao governo estender o prazo em 30 dias, caso o Congresso não se manifestasse.
Senadora Susan Collins, Republicana do Maine, disse que o prazo não é mera sugestão e que novas ações militares exigem missão clara e estratégia para encerrar o conflito. O Legislativo tem focado em mecanismos de controle sobre operações externas.
Entre na conversa da comunidade