- Trump determinou novas sanções contra Cuba, mirando bancos estrangeiros que operam com o governo cubano, endurecimento de normas migratórias e setores de energia, mineração e do aparato de segurança.
- A medida autoriza sanções secundárias a países que façam negócios com os indivíduos cubanos visados; ainda não há confirmação de nomes ou entidades atingidas.
- A ordem acusa Cuba de alinhamento com o Irã e grupos armados como o Hezbollah, afirmando que abriga operações hostis a menos de 160 quilômetros dos EUA.
- O governo americano já vinha pressionando Cuba há meses, incluindo suspensão de petróleo venezuelano e possibilidade de tarifas a outros fornecedores, o que agravou a escassez de combustível e apagões.
- O objetivo declarado é pressionar o regime cubano, considerado por Washington como ameaça à segurança nacional.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou novas sanções contra Cuba nesta sexta-feira, 1º. A medida busca pressionar o governo cubano, considerado pela administração americana como uma ameaça à segurança nacional. A ordem visa restringir a atuação de bancos estrangeiros que mantenham relações com Havana e endurecer regras migratórias.
Além disso, a ação sanciona pessoas ligadas aos setores de energia e mineração cubanos, bem como integrantes do aparato de segurança do país ou cúmplices de corrupção e de graves violações de direitos humanos. A norma autoriza ainda sanções secundárias para Estados que operem com os indivíduos visados.
Segundo a Reuters, ainda não está claro quais entidades ou pessoas serão atingidas, mas a ordem deixa itens de aplicação para países que negociem com os cubanos alvo. O governo americano vê Cuba como ambiente que facilita operações hostis de inteligência, militares e terroristas a menos de 160 quilômetros de território estadounidense.
Contexto recente
A medida é parte de uma escalada de pressão sobre Havana, que Trump tem descrito como à beira do colapso. O presidente sinalizou, em告лушas de imprensa, que Cuba pode se tornar o próximo alvo de ações mais amplas, sem detalhar consequências específicas.
Historicamente, Washington pressiona pela abertura econômica cubana, pagamento de indenizações por propriedades expropriadas e eleições livres. Cuba sustenta que seu modelo socialista não está disposto a negociações sobre essas questões.
Desde o começo do ano, as sanções se intensificaram. O governo norte-americano suspendeu o fornecimento de petróleo venezuelano ao país e ameaçou tarifas a outros fornecedores de petróleo bruto, levando México e outros players a reduzir embarques para Cuba.
Essa pressão contribuiu para queda de disponibilidade de combustível e três apagões nacionais em Cuba, além da suspensão de voos de companhias aéreas estrangeiras para a ilha, segundo reportagens sobre o tema.
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