- Trump afirmou que aplicará tarifa de 25% sobre automóveis e caminhões da União Europeia na próxima semana, sem detalhar as objeções.
- A medida ocorre em meio a acusações de que a UE não está cumprindo o acordo comercial, o que comprometeria o tratado conhecido como Turnberry.
- O acordo anterior previa tarifa de 15% sobre a maioria dos produtos importados da UE; a nova proposta alteraria esse teto para 25%.
- A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu, este ano, que o presidente não tinha autoridade para declarar emergência econômica para cobrar tarifas sobre produtos da UE, o que reduziu o teto a 10%.
- A medida é vista como capaz de abalar a economia mundial em meio a tensões globais, incluindo a guerra no Irã.
Trump afirma que aplicará tarifa de 25% sobre automóveis da União Europeia, sem detalhar a base da decisão. A medida pode avançar já na próxima semana, conforme a postagem do presidente americano. O motivo, segundo ele, é o não cumprimento do acordo comercial pela UE.
A revelação ocorreu nesta sexta-feira, 1º, nos EUA. A tarifa atinge carros e caminhões importados da UE. Não foi apresentada uma lista de produtos ou exceções. A declaração ocorreu em meio a tensões comerciais entre as partes.
A informação indica que a norma visa alterar o fluxo de comércio com a UE, no marco de um acordo que já estava em discussão entre Washington e Bruxelas. A medida surge em um momento de fragilidade econômica global.
Contexto do acordo
Trump e Ursula von der Leyen teriam chegado a um acordo em julho do ano passado, prevendo uma tarifa de 15% sobre a maioria dos bens importados da UE. O objetivo era manter a estrutura do tratado, conhecido como Acordo de Turnberry.
Entretanto, a validade do acordo de 2025 ficou sob questionamento após a Suprema Corte dos EUA decidir que o presidente não tinha autoridade legal para declarar emergência econômica e impor tarifas sobre produtos da UE. A decisão impactou a vigência das normas previstas no acordo.
Situação legal e desdobramentos
O teto tarifário inicial era de 15%, porém a decisão judicial reduziu o patamar para 10%. Mesmo com esse ajuste, o governo americano promoveu um novo conjunto de tarifas com base em outras leis, ampliando a incerteza sobre o futuro do acordo entre EUA e UE.
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