- A Alemanha reagiu ao anúncio dos EUA de retirar cerca de 5.000 soldados da Alemanha em um ano, dizendo que a Europa precisa assumir mais responsabilidades pela própria segurança.
- A Otan informou que vai dialogar com Washington para compreender melhor a decisão, em meio a tensões ligadas à guerra no Irã.
- O ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, afirmou que a saída dos EUA já era esperada e que reforça a necessidade de os europeus assumirem mais responsabilidades na defesa.
- O governo americano planeja reduzir em cerca de 15% o contingente atual de 36.000 soldados na Alemanha, com conclusão prevista entre seis e doze meses.
- O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou tarifas de 25% sobre veículos europeus, o que envolve a indústria automotiva alemã; a União Europeia afirmou que manterá os compromissos e avaliando opções.
A Alemanha reagiu neste sábado ao anúncio dos Estados Unidos de retirar cerca de 5.000 soldados da Alemanha dentro de um ano. A decisão ocorre em meio a tensões entre Washington e aliados europeus por conta da guerra no Irã, e levou a Otan a buscar esclarecimentos junto ao governo norte‑americano.
Berlim afirmou que a Europa precisa assumir mais responsabilidades pela sua segurança. O ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, disse à AFP que a saída já era esperada e reforçou o argumento de aumentar o papel europeu na defesa.
A Otan informou que vai dialogar com Washington para entender melhor a decisão de reduzir parte do contingente na Alemanha. O Pentágono estima reduzir o efetivo atual de 36.000 soldados em cerca de 15%, com conclusão prevista nos próximos seis a doze meses.
A decisão ocorre em meio a desgaste político entre EUA e Alemanha, com críticas de líderes alemães ao manejo da estratégia na região do Irã. O chanceler Friedrich Merz mencionou preocupações sobre a parceria transatlântica e a credibilidade de Washington.
Trump reagiu publicamente a críticas de Merz, sugerindo que o chanceler pode estar sendo complacente em relação ao Irã. Sem cortar o tom, Merz pediu uma parceria transatlântica confiável, destacando a necessidade de cooperação adicional.
Na sexta-feira, o presidente americano sinalizou novas tarifas de até 25% para veículos importados da União Europeia, o que afetaria a indústria automobilística alemã. A UE informou que está cumprindo compromissos morais e comerciais, mantendo Washington informado sobre etapas.
O setor automotivo alemão teme impactos financeiros com tarifas adicionais e pediu desescalada e negociações rápidas. A administração europeia advertiu que todas as opções permanecem para defender interesses do bloco.
Desde o fim da Guerra Fria, a presença dos EUA na Alemanha segue central para a defesa europeia, especialmente após a guerra na Ucrânia. Pistorius enfatizou que a presença americana é de interesse comum e funciona como dissuasão perante a Rússia.
Há possibilidade de reduções semelhantes na Itália e na Espanha, citadas por Trump, onde militares norte‑americanos somavam, respectivamente, 12.662 e 3.814 no fim de 2025. A UE reiterou a importância da cooperação com os Estados Unidos para a estabilidade global.
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