- A interceptação ocorreu em águas internacionais, a centenas de quilômetros de Gaza, com 175 militantes detidos em cerca de vinte barcos; a ação aconteceu perto de Creta.
- O brasileiro Thiago Ávila, um dos principais organizadores da flotilha, e o espanhol Saif Abu Keshek serão interrogados em Israel; ambos foram identificados como envolvidos em atividades ilegais.
- Saif Abu Keshek é considerado um dos dirigentes da Conferência para os Palestinos no Exterior (PCPA), associação acusada de ligação ao Hamas.
- Israel liberou todos os militantes na Grécia, exceto Ávila e Keshek; ambos terão direito a visitas consulares de seus países.
- A Espanha denunciou violações e criticou o governo de Israel; outros países também reagiram, citando violações do direito internacional.
Dois militantes da flotilha para Gaza detidos ao largo da Grécia chegaram a Israel, onde serão interrogados. A captura ocorreu em águas internacionais, a centenas de quilômetros de Gaza, e envolve o brasileiro Thiago Ávila, um dos organizadores, e o espanhol Saif Abu Keshek, ligado a uma associação humanitária acusada de ter ligações com o Hamas.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores de Israel, os dois serão transferidos para interrogatório. O governo israelense informou que Ávila e Keshek atuam com a Conferência para os Palestinos no Exterior e são suspeitos de atividades ilegais. A nota destacou ainda o direito consular aos nacionais.
A operação aconteceu durante a interceptação de uma flotilha composta por cerca de vinte barcos e 175 militantes. O objetivo declarado era romper o bloqueio israelense à Faixa de Gaza, que continua com restrições de acesso a ajuda humanitária.
A intervenção ocorreu em águas internacionais, perto de Creta. A Grécia participou da libertação de muitos ativistas, com exceção de Ávila e Keshek, que permaneceram detidos para interrogatório. Os demais ofensores foram liberados após acordo com autoridades gregas.
O governo espanhol expressou preocupação diplomática e notificou que manterá contato com Israel e Grécia para garantir proteção a Keshek. A Espanha também informou que permitirá visitas consulares aos nacionais detidos, conforme procedimentos diplomáticos.
Diversos governos europeus, entre eles Itália, Espanha e Turquia, criticaram a operação, chamando-a de violação do direito internacional. Representantes consulares pretendem acompanhar a situação de perto.
Vídeos divulgados pela flotilha mostraram militantes feridos durante a interceptação. Organizações envolvidas no movimento afirmaram abusos físicos, enquanto o Hamas pediu continuidade dos esforços para romper o bloqueio.
Thiago Ávila, de Brasília, é economista e ativista conhecido por atuações em causas sociais e direitos humanos. Na flotilha, atuou como um dos principais organizadores, coordenando voluntários e articulando a participação latino-americana.
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