- Saif Abu Keshek e Thiago Ávila chegaram a Israel para serem interrogados pelas autoridades, após serem interceptados a caminho da Faixa de Gaza pela Flotilha Global Sumud.
- O governo israelense afirma que os ativistas possuem vínculos com a Conferência Popular para os Palestinos no Exterior (PCPA), considerada braço operacional do Hamas.
- Eles serão transferidos para interrogatório pela polícia e receberão visita consular de seus países.
- Em protesto, a Flotilha afirmou que estavam a bordo de uma embarcação italiana e disse que, segundo normas marítimas, teriam sido levados ilegalmente de Roma, pedindo a libertação.
- A equipe jurídica da Flotilha acionou o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos contra o Estado italiano, alegando detenção arbitrária e falta de acesso a advogados, familiares e consulares.
O Ministério das Relações Exteriores de Israel informou que os ativistas Saif Abu Keshek, brasileiro, e Thiago Ávila, espanhol-palestino, interceptados a caminho da Faixa de Gaza pela Flotilha Global Sumud chegaram a Tel Aviv para serem interrogados pelas autoridades locais. A detenção ocorreu enquanto o grupo se dirigia ao território palestino.
A chancelaria afirmou que os dois serão encaminhados para depor junto às autoridades policiais, com visita consular garantida pelos respectivos países. A acusação envolve vínculos com a Conferência Popular para os Palestinos no Exterior (PCPA), organização com sede em Istambul, que Israel considera ligada ao Hamas.
Protestos e ações legais
Em protesto feito diante da Agência Italiana de Cooperação para o Desenvolvimento, uma porta-voz da Flotilha Global Sumud destacou que a embarcação era italiana e questionou a legalidade da detenção em águas internacionais. O grupo afirma que os ativistas deveriam ter proteção consular e acesso a advogados.
A equipe jurídica da Flotilha apresentou recurso urgente no Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, em nome de Ávila e Keshek. Alegam detenção arbitrária em Israel, incomunicabilidade e falta de acesso a advogados, familiares ou autoridades consulares, e apontam falhas na jurisdição italiana sobre os indivíduos a bordo.
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