- Cuba rejeita as sanções ampliadas dos EUA após a assinatura de uma ordem executiva por Donald Trump, anunciadas neste sábado, dois, que aumentam medidas contra o governo cubano.
- O presidente Miguel Díaz-Canel afirmou que Cuba não é uma ameaça para os Estados Unidos e se definiu como país de paz, durante ato em Havana.
- O chanceler Bruno Rodríguez disse que Cuba não discutirá soberania nem autodeterminação e seguirá defendendo o sistema socialista.
- A ordem impõe sanções a pessoas, entidades e cúmplices que apoiam o aparato de segurança cubano, e pode alcançar estrangeiros em setores como energia, defesa, mineração, serviços financeiros e segurança, além de permitir sanções secundárias.
- Rodríguez afirmou que as medidas punem o povo cubano; Díaz-Canel chamou-nas de reforço ao bloqueio dos EUA. As ações ocorrem em meio a cortes de petróleo que contribuíram para escassez, apagões e suspensão de voos.
Díaz-Canel reagiu às sanções ampliadas dos Estados Unidos, anunciadas pela Casa Branca, durante um ato de solidariedade em Havana neste sábado, 2. O líder cubano afirmou que Cuba não representa uma ameaça extraordinária e descreveu a ilha como um país de paz.
O governo cubano reiterou que não discutirá soberania ou autodeterminação com Washington e que manterá o sistema socialista. Bruno Rodríguez, ministro das Relações Exteriores, reforçou que o tema permanece fora de diálogo com os EUA.
Novas sanções e alvo
A ordem executiva dos EUA amplia punições a pessoas, entidades e pessoas ligadas ao aparato de segurança de Cuba, além de cúmplices de corrupção ou de graves violações de direitos humanos. Também podem ser atingidos estrangeiros atuando em setores como energia, defesa, mineração, serviços financeiros e segurança.
Outra medida autoriza sanções secundárias contra quem realizar ou facilitar transações com os alvos sancionados, ampliando o peso econômico sobre Cuba. Rodríguez destacou, em rede social, que as ações visam punir o povo cubano, enquanto Díaz-Canel chamou as medidas de intensificação do bloqueio norte-americano.
A escalada ocorre após episódios anteriores, nos quais Washington interrompeu o fornecimento de petróleo à ilha, agravando a escassez de combustível, gerando apagões e suspensão de voos. Cuba mantém que as sanções prejudicam o cotidiano da população.
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