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Cuba responde a ameaça de Trump, diz que não se intimidará

Cuba diz que não se intimidará diante da ameaça de Trump de tomar o controle; apoio maciço ao regime no 1º de maio consolida a resposta

Solar panels are installed on the roof of a building housing the Board of Trustees of the House of the Hebrew Community of Cuba, as Cubans grapple with an ongoing energy crisis exacerbated by fuel shortages, Havana, Cuba February 19, 2026. REUTERS/Norlys Perez
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  • Na sexta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou tomar o controle de Cuba quase de imediato, após mencionar ações no Irã.
  • O governo cubano afirmou que não se deixará intimidar e destacou o apoio popular à Revolução no 1º de Maio, segundo o ministro Bruno Rodríguez.
  • Rodríguez caracterizou as falas de Trump como nova ameaça clara de agressão militar e disse que aumentam a pressão sobre Cuba a níveis perigosos.
  • A administração norte‑americana anunciou sanções que atingem setores centrais da economia cubana, com bloqueio de ativos de quem opere nesses setores; Rubio acusou Cuba de abrigar serviços de informações de adversários.
  • O Senado dos Estados Unidos rejeitou uma proposta democrata para limitar possíveis operações militares contra Havana; desde janeiro, houve intensificação da pressão com bloqueio petrolífero.

Cuba afirmou que não se deixará intimidar diante das falas de Donald Trump que quase sugeriam tomar o controle da ilha. A reação veio após as declarações feitas na sexta-feira, quando o presidente americano sinalizou possibilidade de ação rápida contra Havana. As informações encerram o ciclo de tensões iniciadas com o atual fluxo de pressão externa.

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Cuba, Bruno Rodríguez, escreveu em redes sociais que o povo cubano mostrou apoio massivo à Revolução no 1º de Maio e que não permitirá pressões externas. Ele classificou as falas de Trump como uma ameaça direta, destacando o risco de escalada militar.

Rodríguez associou as declarações a interesses de elites que buscam apoio eleitoral e financeiro, citando a comunidade cubano-americana no Sul da Flórida como fator influente. O governo cubano manteve o tom de defesa da soberania nacional diante do que chamou de pressão perigosa.

Sanções dos EUA

A administração Trump reforçou as sanções contra Cuba na mesma semana, mirando setores-chave da economia como energia, defesa, mineração e serviços financeiros. A nova ordem executiva prevê bloqueio de ativos nos EUA para entidades que atuem nesses setores.

Ainda neste contexto, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, acusou Cuba de abrigar serviços de informações de adversários, afirmando que a administração não tolerará tal situação. A pressão econômica busca pressionar o governo cubano a alterar políticas.

O tema de Cuba e EUA ganhou desdobramentos adicionais, com o Senado dos EUA rejeitando uma proposta democrática de limitar ações militares futuras contra Havana. Desde janeiro, a administração tem intensificado medidas com o objetivo de alterar o equilíbrio regional.

Ontem, as celebrações do 1º de Maio em Cuba foram marcadas por mensagens de defesa da soberania e da independência diante da postura externa. O evento foi utilizado pelo governo para demonstrar apoio ao regime perante a pressão internacional.

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