- Na sexta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou tomar o controle de Cuba quase de imediato, após mencionar ações no Irã.
- O governo cubano afirmou que não se deixará intimidar e destacou o apoio popular à Revolução no 1º de Maio, segundo o ministro Bruno Rodríguez.
- Rodríguez caracterizou as falas de Trump como nova ameaça clara de agressão militar e disse que aumentam a pressão sobre Cuba a níveis perigosos.
- A administração norte‑americana anunciou sanções que atingem setores centrais da economia cubana, com bloqueio de ativos de quem opere nesses setores; Rubio acusou Cuba de abrigar serviços de informações de adversários.
- O Senado dos Estados Unidos rejeitou uma proposta democrata para limitar possíveis operações militares contra Havana; desde janeiro, houve intensificação da pressão com bloqueio petrolífero.
Cuba afirmou que não se deixará intimidar diante das falas de Donald Trump que quase sugeriam tomar o controle da ilha. A reação veio após as declarações feitas na sexta-feira, quando o presidente americano sinalizou possibilidade de ação rápida contra Havana. As informações encerram o ciclo de tensões iniciadas com o atual fluxo de pressão externa.
O ministro dos Negócios Estrangeiros de Cuba, Bruno Rodríguez, escreveu em redes sociais que o povo cubano mostrou apoio massivo à Revolução no 1º de Maio e que não permitirá pressões externas. Ele classificou as falas de Trump como uma ameaça direta, destacando o risco de escalada militar.
Rodríguez associou as declarações a interesses de elites que buscam apoio eleitoral e financeiro, citando a comunidade cubano-americana no Sul da Flórida como fator influente. O governo cubano manteve o tom de defesa da soberania nacional diante do que chamou de pressão perigosa.
Sanções dos EUA
A administração Trump reforçou as sanções contra Cuba na mesma semana, mirando setores-chave da economia como energia, defesa, mineração e serviços financeiros. A nova ordem executiva prevê bloqueio de ativos nos EUA para entidades que atuem nesses setores.
Ainda neste contexto, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, acusou Cuba de abrigar serviços de informações de adversários, afirmando que a administração não tolerará tal situação. A pressão econômica busca pressionar o governo cubano a alterar políticas.
O tema de Cuba e EUA ganhou desdobramentos adicionais, com o Senado dos EUA rejeitando uma proposta democrática de limitar ações militares futuras contra Havana. Desde janeiro, a administração tem intensificado medidas com o objetivo de alterar o equilíbrio regional.
Ontem, as celebrações do 1º de Maio em Cuba foram marcadas por mensagens de defesa da soberania e da independência diante da postura externa. O evento foi utilizado pelo governo para demonstrar apoio ao regime perante a pressão internacional.
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