- Díaz-Canel convocou a comunidade internacional a se posicionar diante de uma possível ação militar dos EUA contra Cuba, após as declarações do presidente Donald Trump.
- O presidente cubano classificou a ameaça como escalada grave e disse que não haverá rendição, afirmando que o povo defenderá a soberania em cada palmo do território.
- Trump afirmou que tomará o controle de Cuba em curto prazo, após concluir operações no Irã e deslocar o porta-aviões USS Abraham Lincoln.
- Os EUA ampliaram as sanções contra Cuba, mirando energia, defesa, mineração e serviços financeiros, com bloqueio de ativos de pessoas e empresas ligadas ao governo cubano.
- O Senado dos Estados Unidos rejeitou proposta de limitar ações militares contra Havana; o governo cubano aproveitou o Dia do Trabalhador para demonstrar apoio à soberania nacional.
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, pediu nesta sexta-feira 2 que a comunidade internacional se posicione diante de uma possível ação militar dos Estados Unidos contra Cuba. A observação ocorreu após Donald Trump afirmar que tomará o controle de Cuba quase imediatamente. O governo cubano classificou a ameaça como grave.
Díaz-Canel disse que a declaração eleva o risco de agressão a níveis sem precedentes e que o mundo precisa impedir um ato criminoso. Ele atribuiu as intenções a interesses de um grupo pequeno, porém influente, ligado à comunidade cubano-americana no sul da Flórida.
O governo cubano reiterou que não haverá rendição e destacou a soberania nacional como prioridade. Em tom firme, o presidente destacou que o povo está decidido a defender o país diante de qualquer agressão, independentemente do poder do oponente.
Ameaças e sanções dos EUA
Trump afirmou que assumirá o controle de Cuba em curto prazo e que encerrará operações no Irã antes de deslocar o USS Abraham Lincoln para o Caribe. A declaração coincidiu com novas sanções americanas.
As medidas impostas pelos EUA ampliam o bloqueio a setores como energia, defesa, mineração e serviços financeiros. A ordem executiva visa congelar ativos de pessoas e empresas que atuem com o governo cubano.
Reações no Congresso e cenário regional
O Senado dos EUA rejeitou, nesta semana, proposta para limitar ações militares contra Havana. A votação mantém o discurso de pressão sobre o regime cubano.
Desde janeiro, a administração Trump intensificou a pressão, com medidas como o bloqueio petrolífero e menções à possibilidade de mudança de regime na ilha. As ações ocorrem em meio a mobilizações de apoio em Cuba.
Dia do Trabalhador e manifestações internas foram usados pelo governo cubano para mostrar respaldo popular à soberania diante das tensões com Washington. As informações são da Agência EFE.
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