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EUA avisam sanções contra empresas de navegação que pagarem pedágio em Ormuz

EUA alertam companhias de navegação sobre sanções por pagar pedágio em Ormuz; 45 navios já deram meia-volta desde o início do bloqueio

Um mapa mostrando o Estreito de Ormuz e o Irã é visto atrás de uma miniatura impressa em 3D do presidente dos EUA, Donald Trump, nesta ilustração tirada em 22 de junho de 2025. REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração
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  • EUA alertam que empresas de transporte marítimo podem sofrer sanções se pagarem taxas ao Irã para atravessar o Estreito de Ormuz; OFAC cita pagamentos em dinheiro, ativos digitais, trocas informais ou doações, entre outros.
  • O Comando Central dos EUA afirmou que 45 navios comerciais receberam ordens para dar meia-volta desde o início do bloqueio no estreito.
  • O Irã fechou o canal ao atacar navios e passou a cobrar passagem segura por rotas alternativas próximas da costa; os EUA responderam com bloqueio naval em 13 de abril, privando o Irã da receita do petróleo.
  • Em meio às negociações, o presidente Donald Trump rejeitou rapidamente a mais recente proposta iraniana para encerrar a guerra; o Irã informou ter entregue o plano a mediadores no Paquistão; China e ONU pressionam por cessar-fogo e reabertura de Ormuz.
  • O Irã informou a execução de dois homens condenados por espionagem para Israel, segundo o portal Mizanonline, com acusações de repassar informações ao Mossad.

O governo dos EUA emitiu um alerta sobre sanções a companhias de navegação que aceitarem pagar pedágios para atravessar o Estreito de Ormuz, no Golfo Pérsico. O comunicado veio do OFAC, órgão de controle de ativos, e foi publicado na sexta-feira, 1º. A mensagem reforça a pressão contínua entre EUA e Irã sobre o controle da passagem estratégica.

Segundo o OFAC, pagamentos podem ocorrer por meio de diferentes formatos, inclusive transferências em dinheiro, ativos digitais, doações ou outras formas de pagamento, inclusive por embaixadas iranianas. O objetivo é advertir empresas americanas e estrangeiras sobre os riscos de sanções ao facilitar a passagem segura pelo estreito.

O Comando Central dos EUA informou que desde o início do bloqueio, 45 navios comerciais foram obrigados a retornar ou desviar de rota. O estreito responde por uma parcela significativa do comércio global de petróleo e gás natural, o que eleva a importância econômica e geopolítica da região.

Contexto do bloqueio e respostas

O Irã fechou o canal após ações militares dos EUA e de Israel contra o regime, em 28 de fevereiro. Em seguida, o país passou a oferecer rotas alternativas próximas à costa, cobrando taxas em casos específicos. O objetivo de tais cobranças é manter receitas e pressionar economicamente a região.

O governo norte-americano respondeu com um bloqueio naval em 13 de abril, impedindo a saída de petroleiros iranianos e restringindo a arrecadação do petróleo pelo Irã. O desfecho impacta mercados globais e alimenta a volatilidade de preços.

Reações e desdobramentos diplomáticos

O presidente Donald Trump descartou rapidamente uma proposta iraniana para encerrar a guerra, sem detalhar as falhas apontadas. Em paralelo, negociações por telefone entre Washington, Teerã e mediadores regionais permanecem, com participação de representantes europeus.

O Irã informou que levou sua proposta a mediadores no Paquistão e manteve contato com autoridades regionais, incluindo a chefe de política externa da União Europeia. Enquanto isso, o ambiente internacional aguarda resultados de novas conversas para reduzir tensões na região.

Outros desdobramentos

No plano interno do Irã, o governo anunciou a execução de dois homens condenados por espionagem para Israel, o que aumenta a tensão regional. O judiciário iraniano indicou que as sentenças foram mantidas pela Suprema Corte, após recursos.

Na ONU, o embaixador chinês afirmou que manter o cessar-fogo é prioridade e que há apoio a mediadores para viabilizar a reabertura de Ormuz. A China destacou esforços do Paquistão em facilitar diálogo entre as partes.

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